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Debate sobre a situação internacional e a defesa da paz | Campo

No dia 25 de Maio, a convite da Associação de Reformados e Idosos de Campo, Ilda Figueiredo, em representação do Conselho Português para a Paz e Cooperação, participou no animado debate sobre a situação internacional e a defesa da paz, na Junta de Freguesia de Campo, Valongo.
A guerra na Ucrânia dominou o debate, mas também se falou da inaceitável ocupação da Palestina por Israel, onde se continuam a verificar assassinatos de palestinos, como recentemente de uma jornalista devidamente identificada, do Saara Ocidental ocupado por Marrocos, da guerra no Iraque, do bloqueio a Cuba, das sanções e da corrida aos armamentos. Concluiu-se e proclamou-se " Paz sim! Guerra não!".
Convidaram-se os presentes para o Desfile de 29 de Junho na Cordoaria, no Porto, em resposta ao Apelo " Paz sim! Guerra e corrida aos armamentos não!"
Foram também distribuídos documentos, designadamente o boletim Notícias da Paz, e recolhidas assinaturas para a petição pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição das Armas Nucleares.

A situação do Saara Ocidental na Escola Mestre Domingos Saraiva

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) esteve presente na escola Mestre Domingos Saraiva, no concelho de Sintra, numa conversa com alunos do 9º ano sobre a situação no Saara Ocidental, com a presença da diretora da escola, Fátima Morais, e as fotógrafas Inês Seixas e Helena Costa, que cederam as suas fotografias para uma exposição que ali se realizou. Para além destas, vários outros fotógrafos, que capturaram momentos no Saara, tiveram ali as suas fotografias..
Esta iniciativa inseriu-se no trabalho que, durante o 2º semestre, uma turma de alunos de 9º ano realizou sobre a situação do Saara Ocidental, concretizando vários projetos artísticos alusivos aos refugiados, ao povo e à vida sarauí.
O percurso pela iniciativa iniciou-se com uma belíssima música no piano por parte de um aluno, a que se seguiu a visita às exposições fotográficas e aos trabalhos da turma, onde houve mais um momento musical de instrumentos de sopro.
Chegados ao espaço da conversa a orquestra juvenil Mestre Domingos Saraiva brindou os convidados com várias músicas, seguindo-se depois o debate.
O CPPC esteve representado no debate pela dirigente Sofia Costa, que explicou os antecedentes históricos desta região bem como alguns aspectos da vida nos acampamentos de refugiados saarauis na Argélia, de onde tinha acabado de chegar, e deu a conhecer o papel do CPPC na defesa deste povo e dos seus direitos.
Interveio também o saarauí Bachir, agora professor em Madrid, que agradeceu e saudou os alunos da escola por se debruçarem sobre este tema.
A diretora da escola agradeceu a presença de todos e agradeceu aos alunos pelos seus magníficos trabalho, A orquestra terminou a sessão com “rosa branca"

Magnífico concerto pela Paz, em Lisboa!

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) realizou mais um Concerto pela Paz, desta vez no Fórum Lisboa, no passado dia 21 de maio, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Perante uma audiência entusiástica de centenas de pessoas, teve a intervenção generosa e empenhada do Coro Lopes Graça da Academia de Amadores de Música, do Grupo Cantares e Adufes da Voz do Operário com Sebastião Antunes, do POVO, de Jorge Rivotti e terminou com uma brilhante intervenção de Jorge Palma que encantou a assistência.
Foi um concerto apresentado pela jovem Matilde Lima, onde também interveio Ilda Figueiredo em nome do CPPC, que, depois da saudação a todos os amantes da paz ali presentes e de agradecer a todos, designadamente aos artistas, que generosamente possibilitaram este importante Concerto pela Paz, referiu ser o sexto Concerto pela Paz realizado este ano, sendo que cinco foram apoiados pelas respectivas autarquias: Viana do Castelo, Gondomar, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, culminando em Lisboa.
Apenas no Porto, e ao contrário do que era habitual, por recusa de cedência do teatro municipal por parte do Presidente da Câmara, o concerto foi na praça, em frente ao teatro municipal Rivoli onde sempre se realizou nos oito anos anteriores, tendo sido igualmente uma excelente jornada na defesa da liberdade, da democracia e da paz.
Ilda Figueiredo referiu-se também à complexidade do momento que se vive, destacando as manifestações previstas para 25 de Junho em Lisboa e 29 de Junho no Porto, constante do Apelo "Paz sim! Guerra e corrida aos armamentos não!" lançado por diversas personalidades e já subscrito por diversas organizações, entre as quais o CPPC e a CGTP-IN, tendo apelado à participação de todos , bem como nos debates que entretanto se vão realizar, designadamente no dia 15 de Junho, na Casa do Alentejo, em Lisboa.
Como é habitual em todos os Concertos pela Paz, proclamou-se, a muitas vozes, PAZ SIM! Guerra Não!

20 anos – Timor-Leste independente!

Ao perfazerem-se 20 anos de existência da República Democrática de Timor-Leste, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda calorosamente o povo timorense.
A 20 de maio de 2002, o povo timorense alcançava a plena independência e soberania depois de dura e prolongada resistência e luta pela sua autodeterminação e afirmação da sua identidade cultural.
A 28 de novembro de 1975, um ano após a Revolução de Abril, em Portugal, a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN) proclamou a independência de Timor-Leste.
No entanto, com o apoio dos Estados Unidos da América, Timor-Leste é ilegalmente ocupado pela Indonésia a 7 de dezembro de 1975. Uma ocupação que se mantém durante mais de duas décadas, perante a indiferença de muitos países. O Português é proibido e o Tétum desencorajado; a censura é instalada; a corajosa e determinada resistência e luta conduzida pela FRETILIN contra o ocupante é brutalmente reprimida.
A resistência e luta do povo timorense alcançou uma maior repercussão internacional, incluindo em Portugal, a partir do massacre no Cemitério de Santa Cruz, em Díli, em 12 de novembro de 1991, em que o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante timorense assassinado pela repressão indonésia.
Cerca de uma década depois do massacre no Cemitério de Santa Cruz, avançava o processo que viria a culminar no dia 20 de maio de 2002.
O CPPC, que foi solidário desde 1975 com a resistência e luta do povo timorense contra o ocupante indonésio, expressa ao povo timorense os sinceros votos de que a caminhada que há vinte anos iniciou, de desenvolvimento soberano do seu país, designadamente, no âmbito do progresso económico, social e cultural, assim como da paz, solidariedade e cooperação com os povos do mundo, seja percorrido e efetivamente concretizado.