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São já velhas de 10 anos as primeiras provocações e confrontos com que, em março de 2011, se dava inicio à operação de desestabilização e agressão que visava derrubar o Governo sírio. Tal como sucedeu pouco antes na Líbia, as principais potências ocidentais e as suas aliadas regionais, escudando-se atrás de grupos terroristas, por si próprias criados, armados, treinados e financiados, impuseram a agressão e a destruição da Síria, visando mudar o regime político-constitucional do país, com o objetivo de explorar os seus recursos naturais e remover um dos principais obstáculos ao total domínio da região.
O resultado são dezenas de milhares de mortos e feridos, milhões de deslocados e refugiados; incalculáveis danos económicos, materiais e patrimoniais; graves problemas económicos e sociais não apenas pelas armas, como pelas violentas sanções e bloqueio impostos pelas potências ocidentais – como punição ao povo sírio, perante a sua resistência –, mesmo em situação de pandemia.
A agressão militar foi, e continua a ser, acompanhada por uma não menos intensa guerra mediática, com mentiras e acusações infundadas contra as autoridades sírias, de perpetrar ataques químicos contra a sua população, que mais não pretendiam do que justificar uma ofensiva militar direta por parte dos EUA e seus aliados da NATO, como o Reino Unido ou a França. Narrativa ainda recentemente repetida sem pejo pelo atual Secretário-geral da ONU, António Guterres.
Mas ao contrário do que sucedeu na Líbia, os agressores não alcançaram os seus objetivos: não só o povo sírio, organizado em torno das forças patrióticas e do Exército Árabe Sírio, conseguiu resistir à agressão, tendo contado com o apoio de diversos aliados, como conseguiram já libertar grande parte do território dos grupos terroristas ligados ao auto-proclamado Estado Islâmico e a diferentes ramos da Al-Qaeda e iniciar a reconstrução do país.
No entanto permanece sob ocupação externa ilegal – designadamente de forças militares norte-americanas, israelitas e turcas – territórios da Síria, nomeadamente os que possuem maiores reservas de petróleo, sendo frequentes os bombardeamentos de Israel, e recentemente também dos EUA contra território sírio, e os ataques das forças militares turcas, sempre em suporte dos grupos terroristas que os EUA, a NATO, a UE e seus aliados dizem combater.
Já em 2011, aquando do início da agressão, o Conselho Português para a Paz e Cooperação denunciava a instrumentalização, a partir do exterior, de problemas internos da Síria, para fomentar a desestabilização e promover o conflito, o bloqueio económico e político e abrir caminho para a agressão militar direta, que só não se concretizou com uma maior envergadura graças à combatividade demonstrada pelas forças militares e patrióticas sírias e dos seus aliados na resistência face à agressão, ao terrorismo e à ingerência.
Hoje, como há 10 anos, é fundamental a exigência:
- da retirada de todas as forças estrangeiras que ocupam ilegalmente territórios da Síria e o fim do apoio aos grupos terroristas que daí operam;
- do levantamento das sanções impostas à Síria e ao seu povo, sanções tanto mais desumanas quando neste momento prejudicam o combate à pandemia;
- do respeito da soberania do povo sírio, da independência e integridade territorial da República Árabe Síria.
Só ao povo sírio cabe decidir o seu caminho, livre de ingerências externas. É este o caminho que serve a paz na Síria e na martirizada região do Médio Oriente, que impede novas vagas de refugiados e respeita a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional.
O CPPC reafirma a exigência que o Governo português abandone a sua posição subordinada e seguidista face à criminosa política dos Estados Unidos da América, da NATO e da União Europeia e assuma uma postura coerente com os princípios da Constituição da República Portuguesa, que consagra uma política externa baseada na paz, no respeito pela soberania dos Estados, na não ingerência, na cooperação com todos os povos e que preconiza a abolição de quaisquer formas de agressão nas relações internacionais.
Direção Nacional do CPPC