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CELAC

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), valoriza a realização da Cimeira dos Povos, a ter lugar em Bruxelas dias 10 e 11 de Junho, como espaço de expressão da voz dos povos da América Latina e da Europa, no momento em que naquela cidade se realizará a Cimeira CELAC-UE.

    O CPPC apoia e participará na Cimeira dos Povos e divulga o apelo desta cimeira que subscreveu.

    Cimeira dos Povos: Construindo alternativas
    11 de Junho de 2015 – Bruxelas | Bélgica

    Nos dias 10 e 11 de Junho, Bruxelas será o palco de uma importante reunião entre dois blocos regionais: os países latino-americanos e das caraíbas, organizados na CELAC (Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe) e a União Europeia.

    Dirigentes latino-americanos e europeus virão a Bruxelas para discutir diversos sobre vários domínios de cooperação. Enquanto movimentos sociais belgas, consideramos importante que seja também ouvida a voz dos povos da América Latina e da Europa.

    Assim decidimos organizar, uma Cimeira dos Povos. Actuamos em diferentes campos como a solidariedade internacional, o ambiente, os direitos humanos e os média, ao nível nacional e internacional. Sendo Bruxelas o palco desta reunião sentimos ser nossa responsabilidade tomar esta iniciativa.

    A América Latina tem uma longa tradição em Cimeiras dos Povos. Movimentos sociais e organizações populares debatem entre si, em paralelo com a Cimeira oficial, de forma a influenciarem o resultado da cimeira e as políticas dos diferentes países participantes. Esta tradição inspira-nos a mobilizar e organizar os movimentos europeus e belgas para um animado encontro internacional.

    No momento em que o mundo atravessa uma crise nas esferas económica, política, social e cultural os 99% são afectados pela política dos 1%: uma política de austeridade que aumenta os lucros privados e que está longe de ser benéfica para os povos.

    Mas os povos estão a erguer-se e a reclamar o que lhes pertence. Os povos ganham consciência de que existem alternativas à abordagem neoliberal à crise e sentem a necessidade de partilhar experiências e unir esforços na luta.

    Visite a página da cimeira em: https://www.facebook.com/cumbredelospueblos2015?fref=ts

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    Nos dias 10 e 11 de Junho decorreram em Bruxelas uma Jornada de Solidariedade com a Venezuela e a Cimeira dos Povos. Estas duas iniciativas realizaram-se no momento em que decorria, também na capital belga, a Cimeira entre a União Europeia (UE) e os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC).

    A Cimeira dos Povos foi uma iniciativa promovida inicialmente por organizações e movimentos belgas, entre os quais a INTAL, movimento da paz belga membro do Conselho Mundial da Paz. Posteriormente associaram-se à realização da Cimeira dos Povos centenas de organizações da Europa e da América Latina e das Caraíbas (ver organizações promotoras - aqui).

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    O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda a declaração da América Latina e das Caraíbas como «zona de Paz», assumida pelos chefes de Estado dos países membros da CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) na II Cimeira desta organização, que se realizou nos dias 28 e 29 de Janeiro em Havana, Cuba.

    O CPPC valoriza particularmente o facto de, num momento em que um pouco por todo o Mundo, se verificam constantes ameaças à paz e à soberania de países e povos, em que a União Europeia e EUA militarizam cada vez mais as relações internacionais, e recorrem à agressão contra estados e povos para impor a sua influência e domínio, 33 chefes de Estado de uma região - que era, até há alguns anos, considerada o «pátio das traseiras» dos EUA - assumam o seu apego aos «princípios e normas do direito internacional», ao direito inalienável de cada estado escolher o seu sistema económico, político, social e cultural como condição essencial para assegurar a convivência pacífica entre as nações», à «solução pacífica das controvérsias na região e no Mundo» e à promoção do desarmamento nuclear como «objectivo prioritário» para manter a paz na região. Não menos relevante é o acordo unânime em não intervir nos assuntos internos de qualquer outro país e no peremptório repúdio do uso da força.

    Saudando os povos da América Latina e das Caraíbas por esta relevante conquista, o CPPC apela a que sustentem esta declaração e contribuam para a sua concretização e a que prossigam a sua luta pelo encerramento das várias bases estrangeiras existentes na região. O CPPC faz votos que o exemplo da CELAC inspire análogos esforços de cooperação fraterna que conduzam a que sejam assumidos e concretizados compromissos semelhantes em outras regiões do Mundo.