Outras Notícias

CPPC condena a repressão das autoridades marroquinas no Sara Ocidental

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a violenta repressão levada a cabo pelas forças militares e policiais marroquinas contra as populações sarauís de Al Aaiún, capital do Sara Ocidental, ocupado pelo Reino de Marrocos. Forças especiais de ocupação marroquinas, incluindo polícia anti-motim, agentes à paisana e militares do exército, reprimiram violentamente os manifestantes sarauís, causando dezenas de feridos e inúmeras detenções.

Os trabalhadores, incluindo desempregados, protestavam contra a discriminação de que são vitimas no acesso ao emprego pelo facto de serem sarauís e contra a ilegal exploração dos recursos naturais do Sara Ocidental pela potência ocupante, o Reino de Marrocos.

Ler mais...

Saudação à República Árabe Sarauí Democrática por ocasião do seu 41º aniversário

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) sauda o 41º aniversário da República Árabe Sarauí Democrática e reafirma ao povo Sarauí e à Frente Polisário – sua legítima representante – a sua solidariedade na luta pelo direito de viverem na sua pátria livre e soberana.

Para assinalar esta data o CPPC em conjunto com a FENPROF realizam, no Porto, no próximo dia 4 de Março, na UPP, uma sessão comemorativa que contará também com a participação do Representante da Frente Polisário em Portugal, Ahamed Fal.
Recorde-se que foi a 27 de Fevereiro de 1976, na cidade de Bir Lehlu, território livre do Sara Ocidental, que a Frente POLISÁRIO, em representação do povo sarauí e no respeito pela Resolução 1514 aprovada pela Organização das Nações Unidas, proclamou a constituição de um Estado livre, independente e soberano denominado República Árabe Sarauí Democrática, assumindo a responsabilidade de recuperar a integridade territorial e a soberania da sua pátria ocupada militarmente, no ano anterior, pelo Reino de Marrocos.

Ler mais...

Saara Ocidental: Negação de asilo político a jovem saaraui

 

O jovem saaraui, Hassanna Aalia foi detido por dois agentes à paisana, recebendo uma ordem de expulsão de Espanha enquanto aguardava resposta a um recurso de pedido de asilo político ao Supremo Tribunal.

Na passada Terça-feira, 13 de Outubro, dois policias à paisana detiveram Hassana Aalia enquanto ele viajava de comboio e libertaram-no horas mais tarde com uma ordem de expulsão, «Polícias à paisana pediram-me os papéis e disseram-me que tinha que sair na próxima paragem», depois « levaram-me para a esquadra» apesar de lhes «ter apresentado os documentos do recurso junto da Audiência Nacional [máxima instância judiciária no Estado espanhol]», referiu.

Ler mais...

Violação do acordo de cessar-fogo por parte do Reino de Marrocos

No dia 18 de Agosto, concentraram-se na zona de separação de Guergarat, a Sul da República Árabe Saarauí Democrática, centenas de militares e civis marroquinos, acto que a Frente Polisário, legítima representante do povo saarauí, considera ser uma clara violação do acordo de cessar-fogo estabelecido em 1991.

A Frente Polisário exige a retirada dos militares e civis marroquinos da zona de separação, assim como a tomada das medidas necessárias por parte das Nações Unidas para terminar esta violação do acordo de cessar-fogo.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação considera perigosa e provocatória esta acção por parte do Reino de Marrocos.

O CPPC reafirma a sua consideração que a resolução justa do conflito passa necessariamente pelo fim da ocupação marroquina do Saara Ocidental e pelo respeito do direito à auto-determinação do povo saarauí.

O CPPC exorta o Governo português à adoptar uma posição de exigência do cumprimento das deliberações da ONU quanto ao Saara Ocidental no respeito dos inalienáveis direitos do povo saarauí.

Direcção Nacional do CPPC

Nova tragédia no Mediterrâneo

Perante a notícia de mais um grave acidente com refugiados no Mediterrâneo, ao largo da Líbia, onde estão já confirmadas dezenas de vítimas mortais e centenas de desaparecidos, o Conselho Português Para a Paz e Cooperação (CPPC) lamenta mais esta perda de vidas humanas e recorda que o drama dos refugiados e imigrantes, dos quais milhares de homens, mulheres e crianças morrem ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo, resulta da guerra e ingerência impostas pelas grandes potências Ocidentais, que integram a NATO e a União Europeia, contra Estados soberanos e povos do Norte de África e do Médio Oriente – de que são exemplo as guerras de agressão e destruição do Iraque, da Líbia e da Síria - mas igualmente com a crescente desestabilização de vários países africanos, com o objectivo de dominar a exploração dos seus recursos, nomeadamente energéticos, como o petróleo.

São os responsáveis pela destruição de Estados soberanos que não só não mudam a sua atitude de ingerência e belicista, como decidem responder ao êxodo humano que causaram com acrescidas medidas de cariz desumano, de carácter securitário, militarista e belicista que apenas agravam a situação daqueles que fogem à guerra e à fome.

O CPPC reafirma que apenas promovendo o fim da ingerência e da guerra, assegurando a desmilitarização das relações internacionais, o respeito da soberania dos Estados, a paz e o progresso se poderá dar resposta às imensas e urgentes necessidades de milhões de seres humanos.

Direcção Nacional do CPPC