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Mediterrâneo

  • Face às sucessivas tragédias que se continuam a verificar quase diariamente no Mediterrâneo, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) expressa o seu pesar e indignação pela morte de mais de mil pessoas só nos mais recentes naufrágios, o que surge na sequência de muitos milhares de mortes naquelas águas transformadas em autêntico cemitério daqueles, homens, mulheres e crianças, que fogem da guerra, da fome e da pobreza extrema.

    Recorde-se que há causas e responsáveis por esta grave situação. Desde logo, as constantes ingerências e guerras de potências ocidentais contra diversos países de África e Médio Oriente que lançaram o terror e o caos nalgumas zonas e obrigaram as populações a fugir. Mas também a política de imigração da União Europeia, a falta de apoio aos povos em fuga da fome e da pobreza extrema naquelas regiões de África e do Médio Oriente onde se sucedem os bombardeamentos, os conflitos e se mantêm graves ingerências e situações de autêntico neocolonialismo, que contribuem para as tragédias que se estão a viver no Mediterrâneo.

    O CPPC ao denunciar as verdadeiras causa da situação exige dos seus reais responsáveis, especialmente dos governos dos países na União Europeia, nomeadamente o português, a assumpção plena das suas responsabilidades, uma mudança de política e não meras declarações que não são mais que lágrimas de crocodilo perante tanto sofrimento.

    O CPPC reafirma que prosseguirá o seu activo empenhamento na luta pelo fim das guerras de agressão, ingerências e conflitos, contra o colonialismo e o neocolonialismo, pela paz na região mediterrânica, por políticas migratórias e de asilo que sejam respeitadoras da vida e dignidade humanas, solidárias e de progresso social, pelo respeito do direito dos povos a decidir dos seus destinos.

    Direcção Nacional do CPPC
    21 de Abril de 2015

  • Perante a notícia de mais um grave acidente com refugiados no Mediterrâneo, ao largo da Líbia, onde estão já confirmadas dezenas de vítimas mortais e centenas de desaparecidos, o Conselho Português Para a Paz e Cooperação (CPPC) lamenta mais esta perda de vidas humanas e recorda que o drama dos refugiados e imigrantes, dos quais milhares de homens, mulheres e crianças morrem ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo, resulta da guerra e ingerência impostas pelas grandes potências Ocidentais, que integram a NATO e a União Europeia, contra Estados soberanos e povos do Norte de África e do Médio Oriente – de que são exemplo as guerras de agressão e destruição do Iraque, da Líbia e da Síria - mas igualmente com a crescente desestabilização de vários países africanos, com o objectivo de dominar a exploração dos seus recursos, nomeadamente energéticos, como o petróleo.

    São os responsáveis pela destruição de Estados soberanos que não só não mudam a sua atitude de ingerência e belicista, como decidem responder ao êxodo humano que causaram com acrescidas medidas de cariz desumano, de carácter securitário, militarista e belicista que apenas agravam a situação daqueles que fogem à guerra e à fome.

    O CPPC reafirma que apenas promovendo o fim da ingerência e da guerra, assegurando a desmilitarização das relações internacionais, o respeito da soberania dos Estados, a paz e o progresso se poderá dar resposta às imensas e urgentes necessidades de milhões de seres humanos.

    Direcção Nacional do CPPC

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação associa-se à Jornada Mundial de Solidariedade para exigir o fim das mortes dos refugiados e de imigrantes no Mediterrâneo e apela à participação na concentração, promovida pela CGTP-IN, para o dia 19 de Junho, às 18 horas, na Rua do Carmo, em Lisboa, para que se pare esta tragédia no Mediterrâneo, agora!