
Ao perfazerem-se 20 anos de existência da República Democrática de Timor-Leste, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda calorosamente o povo timorense.
A 20 de maio de 2002, o povo timorense alcançava a plena independência e soberania depois de dura e prolongada resistência e luta pela sua autodeterminação e afirmação da sua identidade cultural.
A 28 de novembro de 1975, um ano após a Revolução de Abril, em Portugal, a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN) proclamou a independência de Timor-Leste.
No entanto, com o apoio dos Estados Unidos da América, Timor-Leste é ilegalmente ocupado pela Indonésia a 7 de dezembro de 1975. Uma ocupação que se mantém durante mais de duas décadas, perante a indiferença de muitos países. O Português é proibido e o Tétum desencorajado; a censura é instalada; a corajosa e determinada resistência e luta conduzida pela FRETILIN contra o ocupante é brutalmente reprimida.
A resistência e luta do povo timorense alcançou uma maior repercussão internacional, incluindo em Portugal, a partir do massacre no Cemitério de Santa Cruz, em Díli, em 12 de novembro de 1991, em que o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante timorense assassinado pela repressão indonésia.
Cerca de uma década depois do massacre no Cemitério de Santa Cruz, avançava o processo que viria a culminar no dia 20 de maio de 2002.
O CPPC, que foi solidário desde 1975 com a resistência e luta do povo timorense contra o ocupante indonésio, expressa ao povo timorense os sinceros votos de que a caminhada que há vinte anos iniciou, de desenvolvimento soberano do seu país, designadamente, no âmbito do progresso económico, social e cultural, assim como da paz, solidariedade e cooperação com os povos do mundo, seja percorrido e efetivamente concretizado.