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Jugoslávia

  • 20 anos da agressao da nato contra a jugoslavia 1 20190408 1340072325

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    No momento em que se assinala o 16.º aniversário da agressão militar da NATO contra a República Federal da Jugoslávia (que compreendia, nesse ano de 1999, os actuais territórios da Sérvia, Montenegro e Kosovo), o CPPC recorda os 78 dias de bombardeamentos dirigidos contra importantes infra-estruturas económicas e sociais daquele país. Só este facto serviria para desmascarar os falsos argumentos então utilizados para justificar o ataque contra um país soberano. A destruição e desmantelamento da Jugoslávia não teve absolutamente nada a ver com a apregoada «defesa dos direitos humanos» dos kosovares albaneses, mas sim com a submissão de um povo e de um país aos ditames da «nova ordem mundial» que então se afirmava, na qual os EUA surgiam como potência política, económica e militarmente dominante.

  • paz global vs intervencionismo e imperialismo global - belgrado 1 20140408 1441202876

     

    A presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação interveio na Conferência Internacional "Paz Global vs. Intervencionismo e Imperialismo Global", organizada pelo Fórum de Belgrado por um Mundo de Iguais, nos dias 22 e 23 de Março na capital Sérvia. Na sua intervenção o CPPC denunciou o papel da NATO enquanto principal ameaça à paz e aos povos do mundo.

    A conferência assinalou os 15 anos do início da agressão da NATO contra a antiga Jugoslávia, 78 dias de bombardeamentos que causaram milhares de mortos, em grande parte civis, com a utilização de bombaas de fragmentação e armas de urânio empobrecido cujas consequências permacem atualmente.

  • portugal fora dos balcas

    Defender a Paz é tarefa essencial

    No momento em que se cumpre o 15.º aniversário da agressão militar da NATO contra República Federal da Jugoslávia (que compreendia, então, os actuais territórios da Sérvia, Montenegro e Kosovo), o Conselho Português para a Paz e Cooperação lembra, em primeiro lugar, o que ela significou de morte, sofrimento e destruição para as populações civis jugoslavas.

    Em 78 dias de bombardeamentos selvagens, que destruíram importantes infra-estruturas económicas e sociais, morreram quatro mil pessoas e muitos milhares ficaram feridas. Mas o calar dos canhões não pôs fim ao massacre: de então para cá, muitos sérvios, montenegrinos e kosovares perecem vitimas de doenças do foro oncológico provocados pela utilização, pelas forças da NATO, de munições com urânio empobrecido, que contaminam terras e cursos de água e cujos efeitos se farão sentir por séculos. Contaminação que também vitimou os militares estrangeiros que participaram na ocupação, incluindo portugueses.

    A agressão da NATO à ex-Jugoslávia marca uma nova era da ofensiva imperialista, e como tal deve ser recordada. Depois de décadas de ingerência e ameaça mais ou menos velada contra países e povos soberanos (entre os quais Portugal, durante o processo revolucionário, procurando condicionar o seu desenvolvimento), a NATO teve na Jugoslávia a sua primeira intervenção militar aberta, «coberta» pela revisão do seu conceito estratégico na cimeira de Washington, nesse mesmo ano de 1999. A essa guerra seguiram-se outras, e muitas outras se seguirão caso os povos não consigam, com a sua luta, travar o passo aos fomentadores da guerra.

    Um outro aspecto da guerra sem quartel movida pela NATO contra a soberania da Jugoslávia é a manipulação mediática que a acompanhou, apresentando os algozes como libertadores e as vítimas como criminosos. Um aspecto que, não sendo propriamente novo, teve ali uma expressão particularmente elevada e que continuou a desenvolver-se, como mostraram depois os casos, como o do Iraque, e das tão célebres quanto inexistentes armas de destruição massiva.

    A agressão militar aberta da NATO contra a Jugoslávia, que se seguiu a anos de fomento da guerra civil entre os povos que constituíam a República Socialista da Jugoslávia, teve como objectivo a destruição de um grande e poderoso país e a sua substituição por pequenos e frágeis protectorados, mais facilmente manobráveis e controláveis. Vários dos países que resultaram do desmantelamento da antiga Jugoslávia integram hoje a União Europeia e a NATO, tendo sido instaladas no seu território algumas importantes bases militares norte-americanas.

    Passados 15 anos da agressão da NATO à Jugoslávia, o mundo enfrenta crescentes perigos de guerra, resultantes das aventuras militares do imperialismo, de que o desenvolvimento da situação na Ucrânia é o exemplo mais recente e, potencialmente, mais explosivo. Defender a Paz, a soberania nacional e o progresso social, pugnar pelo desarmamento e pela dissolução da NATO são, hoje, tarefas primordiais que estão colocadas aos povos do Mundo.

  • nos 20 anos da agressao da nato contra a jugoslavia nao mais guerras de agressao defender a paz 1 20190329 1231735674

    No momento em que se cumprem 20 anos da agressão militar da NATO contra República Federal da Jugoslávia (que compreendia a Sérvia e o Montenegro), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) lembra, em primeiro lugar, o que ela significou de morte, sofrimento e destruição para a população jugoslava.

    De 24 de Março a 10 de Junho de 1999, durante 78 dias de bárbaros bombardeamentos da NATO, que visaram a destruição de numerosas infraestruturas económicas e sociais da Jugoslávia, foram mortas quatro mil pessoas e muitos milhares foram feridas. Mas o calar das armas dos agressores não pôs fim ao massacre: de então para cá, sérvios e montenegrinos perecem vítimas de doenças do foro oncológico provocadas pela utilização por parte das forças da NATO de munições com urânio empobrecido, que contaminam terras e cursos de água e cujos efeitos se farão sentir por muitos anos.