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No momento em que se assinala o 16.º aniversário da agressão militar da NATO contra a República Federal da Jugoslávia (que compreendia, nesse ano de 1999, os actuais territórios da Sérvia, Montenegro e Kosovo), o CPPC recorda os 78 dias de bombardeamentos dirigidos contra importantes infra-estruturas económicas e sociais daquele país. Só este facto serviria para desmascarar os falsos argumentos então utilizados para justificar o ataque contra um país soberano. A destruição e desmantelamento da Jugoslávia não teve absolutamente nada a ver com a apregoada «defesa dos direitos humanos» dos kosovares albaneses, mas sim com a submissão de um povo e de um país aos ditames da «nova ordem mundial» que então se afirmava, na qual os EUA surgiam como potência política, económica e militarmente dominante.

Lembrando os quatro mil mortos, os milhares de feridos e todos aqueles que, desde então, sofreram de doenças oncológicas provocadas pela utilização, pelas forças da NATO, de munições com urânio empobrecido, que contaminam terras e cursos de água e cujos efeitos se farão sentir por séculos, o CPPC reafirma que a agressão militar à ex-Jugoslávia inaugurou uma nova era de guerras contra países soberanos, a coberto do «novo conceito estratégico» da NATO que nesse mesmo ano de 1999 foi adoptado em Washington.

Quando estão anunciados para a segunda metade do ano exercícios militares da NATO em Portugal, o CPPC recorda a agressão da NATO à Jugoslávia como exemplo da verdadeira natureza criminosa desta organização militar, a merecer o repúdio activo de todo o povo português, que não quer ver o seu País envolvido em guerras contra outros povos, para servir interesses económicos e geo-estratégicos de um punhado de grandes potências, elas mesmas ao serviço das transnacionais que dominam parte considerável da economia mundial.

Pela Paz, é urgente pôr fim à NATO.

foto: Ataque ao edíficio da televisão estatal em Belgrado