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Palestina

  • NAKBA: 67 anos de opressão israelita sobre o Povo Palestino

    15 de Maio de 1948 fica marcado na História como o início da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino. Um dia depois da Grã-Bretanha ter abandonado o Território da Palestina histórica sem assegurar o cumprimento do mandato, que lhe tinha sido atribuído pela Organização das Nações Unidas, que visava assegurar a aplicação da Resolução nº 181, de 29 de Novembro de 1947, que decidiu a divisão da Palestina em dois Estados - Israel e Palestina - e de Israel ter proclamado, unilateralmente, a independência, teve início a guerra entre os estados árabes, com fronteiras com a Palestina, e o recém-criado Estado de Israel, a qual durou cerca de um ano.

  • Não à agressão israelita!

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena a nova onda de bombardeamentos de Israel contra a população palestina da Faixa de Gaza e a ocupação da cidade de Hebron na Cisjordânia, actos de agressão e de guerra a somar a uma, mais que extensa, lista de ilegalidades e crimes de Israel contra o povo palestino.

    Esta nova onda de violência surge “justificada” pela descoberta dos cadáveres de três israelitas que se encontravam desaparecidos, acusando o Governo de Israel o Hamas de ser o responsável pelo seu rapto e assassínio – Hamas que nega qualquer envolvimento na morte destes jovens.

    O CPPC lamenta a morte destes três jovens. Três vítimas mais de um conflito que se estende à demasiados anos e do qual a esmagadora maioria das vítimas são palestinas, muitas das quais crianças e para o qual apenas a paz poderá ser solução.

    O CPPC não pode deixar de criticar que o Governo de Israel esteja a utilizar estas 3 vitimas para trazer mais violência e morte à região. Que Israel tente, uma vez mais dividir o povo palestino, para enfraquecer a sua luta e impossibilitar uma solução justa para um conflito que resulta, no essencial, das continuadas ocupação e agressões israelitas do território palestino, procurando inviabilizar pela violência e a colonização a criação de um Estado Palestino, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Leste – é disto exemplo recente o anúncio da construção de novos colonatos nos territórios ilegalmente ocupados.

    Reafirmando a legitimidade da luta do povo palestino o CPPC reclama o direito deste à Paz, à Liberdade, a uma vida digna e a um Estado independente, soberano e viável – única solução duradoura para a paz na região.

     

  • Não à anexação! Fim aos crimes de Israel!

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    A Praça do Martim Moniz, em Lisboa, acolheu no dia 6 de Julho uma acção de solidariedade com o povo da Palestina, confrontado com a intenção do Estado de Israel de anexar 30% do território da Cisjordânia. Promovida pelo CPPC, o MPPM e a CGTP-IN, a acção contou com a presença de mais de uma centena de pessoas, que cumpriram escrupulosamente as medidas de segurança sanitária impostas pelo surto de COVID-19, nomeadamente o distanciamento físico e o uso de máscaras. A solidariedade, essa, não ficou confinada.
    Os participantes, entre os quais se encontravam membros da comunidade palestina residente em Lisboa, empunharam bandeiras das organizações promotoras e pancartas, onde se lia «Não à anexação! Fim aos crimes de Israel! Solidariedade com a Palestina». Algumas tinham os nomes e idades de jovens assassinados recentemente pela repressão das forças israelitas ocupantes: Zaid Qaisiya, de 17 anos; Mohammad Hamayel, de 15; Lyad Al-Halak, de 32.
  • Não à política genocida e de ocupação - A solidariedade com a Palestina continua

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    O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) alerta para as dramáticas condições que continuam a marcar a vida dos palestinianos na Faixa de Gaza e para o aumento da repressão e a ampliação dos colonatos na Cisjordânia. Por mais que se tenha eclipsado dos noticiários e dos jornais, a política genocida e de ocupação por parte de Israel continua, com o apoio dos EUA, do Reino Unido e da União Europeia.

    Desde Outubro, quando entrou em vigor o cessar-fogo na Faixa de Gaza – que está a ser sistematicamente violado por Israel –, foram mortos mais de 400 palestinianos e feridos mais de 1100, por ataques das forças militares israelitas.

    Israel continua a não cumprir com a entrada da ajuda humanitária com que se comprometeu no acordo de cessar-fogo: em vez dos 600 camiões diários previstos, têm entrado em média 244 camiões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Faltam alimentos, medicamentos, equipamentos médicos, combustíveis, abrigos e outros bens de primeira necessidade à população palestiniana neste território.

    Sem alimentação suficiente, sem prestação de cuidados médicos adequados, sem os abrigos e a proteção necessária para enfrentar as intempéries e o frio, depois de dois anos de brutal destruição e com a continuação do bloqueio imposto por Israel à entrada da necessária ajuda humanitária, as condições de vida da população palestiniana são indescritíveis, tendo idosos e bebés palestinianos chegado a morrer de frio no último mês.

    Alcançado pela determinação da resistência palestiniana e a coragem do seu povo, bem como pela amplitude do movimento de solidariedade internacional, o cessar-fogo constitui uma conquista. No entanto, é necessário que o cessar-fogo seja cumprido; que seja assegurada sem entraves a ajuda humanitária urgente e necessária; que as tropas israelitas retirem totalmente da Faixa de Gaza e que cessem os seus ataques; que se reconstruam as infra-estruturas neste território da Palestina; que sejam respeitados os direitos e a soberania do povo palestiniano.

    Porém, não é isso que o denominado “plano de Trump” preconiza, pelo que a solidariedade com a luta do povo palestiniano tem de continuar.

    Ao mesmo tempo que continua a sua política genocida na Faixa de Gaza, Israel intensifica a repressão e a ocupação da Cisjordânia, com a aprovação da construção de novos colonatos – ilegais, os novos, como todos os que foram anteriormente construídos, à luz do direito internacional. Colonatos que visam inviabilizar a criação do Estado palestiniano (são já mais de 700 mil os colonos israelitas a viver ilegalmente no território palestiniano da Cisjordânia).

    O reconhecimento, por Portugal, do Estado da Palestina não pode ser apenas uma questão retórica. Tem de ser acompanhado pela exigência firme de medidas que concretizem esse reconhecimento e garantam cabalmente aos palestinianos a concretização do direito ao seu Estado. Medidas e iniciativas que contribuam efectivamente para pôr fim à política genocida, de ocupação e de colonização, incluindo de construção de novos colonatos, por parte de Israel. Medidas e iniciativas que contribuam efectivamente para a libertação de todos os presos políticos palestinianos das prisões israelitas, para pôr fim ao cerco da Faixa de Gaza, para o desmantelar o muro de separação, os colonatos e os postos de controlo militar israelitas na Cisjordânia, em Jerusalém Leste e na Faixa de Gaza. Medidas e iniciativas que contribuam efectivamente para estabelecer o Estado da Palestina, livre, soberano e independente, com as fronteiras anteriores a junho de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, e cumprir o direito de retorno dos refugiados palestinianos, como determinam as resoluções da ONU.

    Da parte do CPPC, cá estaremos para continuar a trilhar o caminho da paz e da solidariedade com o povo palestiniano e com todos os povos do mundo que se batem pela paz, a sua soberania e os seus direitos.

    A Direção Nacional do CPPC
    31-12-2025

  • Não aos planos de Israel de continuação do genocídio e de alargamento da colonização da Palestina

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    O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia e repudia veementemente as operações militares israelitas, atualmente em curso, para ocupar a cidade de Gaza, bem como os planos para ampliar os colonatos, isolando Jerusalém Leste da Cisjordânia.
    Para quem ainda duvidasse, fica assim claro o que é há muito evidente e que o CPPC denuncia desde o primeiro momento: a preocupação do regime sionista de Israel não é, nunca foi, a questão dos detidos israelitas, mas sim a intenção de colonizar a Faixa de Gaza e expulsar a população palestiniana deste território, também ele palestiniano.
    A situação na Faixa de Gaza agrava-se a cada dia que passa: continuam os bombardeamentos, os ataques contra hospitais, abrigos e escolas, o sistemático assassinato de crianças, jovens, idosos, mulheres e homens palestinianos, de jornalistas, profissionais de saúde e trabalhadores humanitários. O bloqueio à entrada de alimentos, medicamentos e equipamento médico e hospitalar, de combustíveis, continua a matar de fome e de doença bebés, crianças, grávidas e, em geral, os mais vulneráveis. Os palestinianos mortos por Israel na Faixa de Gaza contam-se às dezenas de milhar, incluindo milhares e milhares de crianças, a que acrescem muitos mais feridos e desaparecidos.
    Na Cisjordânia e em Jerusalém, longe das atenções mediáticas, prossegue a expulsão de populações palestinianas e a construção de colonatos, roubando e colonizando mais terras da Palestina. Há dias, o governo de Israel aprovou a construção de novos colonatos na área E1, incluindo milhares de unidades habitacionais dentro e em redor da Jerusalém Leste. Um plano que, se for por diante, isolará Jerusalém Leste, que ficará submergida em enormes blocos de colonatos israelitas, colocando cada vez mais a população palestiniana em enclaves desconexos. A aprovação deste projecto constitui mais um passo do governo de Israel na sua ilegal e criminosa política de colonização, anexação, deslocação forçada e genocídio,com o objetivo de aniquilar a justa causa nacional palestiniana e negar os direitos do povo palestiniano.
    Reafirmando a solidariedade de sempre com a luta do povo palestiniano pela concretização dos seus direitos nacionais, o CPPC insta o Governo português a condenar inequivocamente os planos de Israel de continuação do genocídio e de alargamento da colonização da Palestina, que constituem um hediondo crime e frontal desrespeito dos princípios da Carta da ONU e do direito internacional.
    O CPPC insta igualmente o Governo português a reconhecer de imediato o Estado da Palestina nos termos definidos no direito internacional, ou seja, com as fronteiras anteriores a junho de 1967e capital em Jerusalém Leste, acompanhado da reafirmação do cumprimento do direito ao retorno dos refugiados palestinianos.
    O reconhecimento que é devido ao Estado da Palestina não pode estar dependente de inaceitáveis imposições externas sobre questões que cabe ao povo palestiniano e só a ele decidir soberanamente. O reconhecimento do Estado da Palestina colocaria Portugal do lado certo da história, precisamente aquele que se encontra plasmado na Constituição da República Portuguesa.
    O reconhecimento do Estado da Palestina pelo Governo português deve ser acompanha de uma clara e ativa acção em prol do fim do genocídio do povo palestiniano, do incondicional acesso da ajuda humanitária à população palestiniana e da criação do Estado da Palestina, como consagra o direito internacional, incluindo em inúmeras resoluções da ONU.
    A Direção Nacional do CPPC
    23-08-2025
  • Não às Provocações de Trump / EUA! dar voz à SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA - Lisboa

  • Não às Provocações de Trump / EUA! dar voz à SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA - Porto

  • No dia 31 de outubro, saiu-se à rua em Viana do Castelo

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    Os oradores, apresentados por Carla Oliveira, Augusto Silva, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, e Ilda Figueiredo, do Conselho Português para a Paz e Cooperação condenaram crimes cometidos por estes dias na Faixa de Gaza, onde continuam a morrer milhares de pessoas nos bombardeamentos que visaram escolas, hospitais e bairros residenciais, e onde há semana e meia não entra água, alimentos e combustíveis.
    Exigiu-se um cessar fogo e o cumprimento das Resoluções da ONU.
    A solidariedade com a Palestina vai continuar: dia 2, em Viseu, dia 3 em Lisboa e Portalegre, dia 5, no Porto, dia 8 em Santarém.
  • No Natal estamos com a Palestina

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    Na próxima quinta-feira, dia 21 de dezembro, o Conselho Português para a Paz e Cooperação e o Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente organizam mais uma iniciativa de solidariedade com o povo palestiniano!
    Às 18h, junta-te a nós no Largo 1º de Dezembro (entre o Rossio e a Rua do Carmo), vem tirar uma fotografia com mensagens de solidariedade e partilha-a nas redes sociais!
    No Natal estamos com a Palestina! 
  • No Porto manifestou-se a confiança de que a Palestina vencerá!

    Ao final da tarde de dia 21 de Dezembro realizou-se no Porto uma acção de rua de solidariedade com a Palestina. Para além de uma boa participação e da presença nas ruas de muita população, fez-se a distribuição de centenas de documentos. As intervenções estiveram a cargo de Nuno Coelho, em nome da União dos Sindicatos do Porto, Olga Dias, pelo MDM, e Ilda Figueiredo, do CPPC - as três organizações que apoiaram e apelaram à participação neste acto público de repúdio pela posição de Trump/EUA quanto à Palestina. Relativamente ao que deu o mote à iniciativa, as três organizações consideram o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel um ultraje ao povo palestino e uma violação frontal do Direito Internacional.

  • No Porto, ecou bem alto a defesa da Paz no Médio Oriente e da independência da Palestina, do fim da guerra e do massacre

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    Mais de 1000 pessoas, esta tarde, dia 5 de novembro, no Porto, na manifestação pela paz no Médio Oriente e pela independência da Palestina, contra a guerra e o massacre que Israel faz em Gaza, pelo cessar fogo imediato, e pela ajuda humanitária urgente.
    Na Praça D. João I , onde terminou a manifestação, seguiu-se um período de intervenções apresentado pela jovem Ana Pedro. Intervieram Tiago Oliveira, coordenador da USP/CGTP-IN, José António Gomes do secretariado nacional do MPPM, o professor Manuel Loff, um dos promotores de um manifesto de solidariedade com a Palestina, a estudante palestiniana Nur Latif e a encerrar Ilda Figueiredo, presidente da DN do CPPC que procurou resumir o que foi dito na seguinte moção ali aprovada e aplaudida:
    Moção
    Os participantes na Manifestação, no Porto, em 5 de novembro, “Paz no Médio Oriente - Palestina Independente - Não à guerra! Não ao massacre!”, promovida pela CGTP-IN, CPPC e MPPM reclamam:
    1) O fim imediato dos bombardeamentos sobre a Faixa de Gaza e do massacre dos seus habitantes.
    Esta é a exigência inadiável, de emergência, que tem de ser acompanhada pelo envio imediato de toda a ajuda humanitária necessária, pelo restabelecimento das condições de funcionamento dos hospitais e centros de apoio médico, pelo fim imediato do cruel e desumano cerco à Faixa de Gaza, em vigor desde há 17 anos, e pelo fim da violência das forças armadas e dos colonos israelitas contra a população da Cisjordânia.
    2) Que seja cortado o passo à escalada e alastramento da guerra aos países vizinhos e a todo o Médio Oriente.
    O perigo de extensão da guerra é evidente. Uma tal guerra generalizada no Médio Oriente, região já tão martirizada por décadas de invasões, agressões e guerras, seria uma catástrofe. É preciso travá-la, antes que se concretize.
    3) Que se encete, finalmente, um real processo político conducente à criação dum Estado da Palestina, independente e soberano, com controlo das suas fronteiras.
    Na origem daquilo a que assistimos estão décadas de ocupação e agressão israelita, décadas de negação do direito do povo da Palestina a um Estado independente e soberano, como prometido por inúmeras resoluções da ONU que ficaram sempre por cumprir.
    Não pode haver Paz no Médio Oriente sem o reconhecimento dos direitos inalienáveis do povo da Palestina. É inadiável a exigência da concretização rápida desses direitos.
    Essa é a única forma de pôr fim ao ciclo de guerra, ao sofrimento do povo palestiniano, do povo israelita e de todos os povos do Médio Oriente.
    4) Aqueles que aqui estão hoje e que ao longo das últimas semanas nos temos manifestado pela paz e pelos direitos do povo palestiniano, lamentamos profundamente as declarações do Presidente da República, e afirmamos que elas não correspondem aos sentimentos do povo português, que deseja a Paz no Médio Oriente.
    Afirmamos que todas as vidas contam e que o que é necessário agora é parar o massacre do povo palestino e respeitar os seus direitos nacionais que Israel desrespeita há 75 anos.
    No final, afirmou-se que a luta continua e novas manifestações vão ser realizadas até que a paz exista.
  • Nos 10 anos da agressão israelita à Faixa de Gaza: solidariedade com o povo palestiniano

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    No momento em que passam 10 anos sobre a criminosa agressão cometida por Israel sobre a população palestiniana da Faixa de Gaza, designada pelo agressor como 'Operação Chumbo Fundido', o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reitera a sua solidariedade ao povo palestiniano e à sua corajosa luta pelo Estado soberano, independente e viável da Palestina, nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e pelo respeito do direito de retorno dos refugiados palestinianos, como consagrado em inúmeras resoluções das Nações Unidas.

    A brutal agressão israelita provocou cerca de 1300 mortos, dos quais 400 crianças, e mais de 5 mil feridos do lado palestiniano.

  • Nos 70 anos da Nakba: É urgente por fim à escalada de guerra levada a cabo pelos EUA e Israel no Médio Oriente

    Os Estados Unidos da América, ao reconhecerem Jerusalém como capital de Israel e ao inaugurem aí a sua nova Embaixada, estão a desrespeitar, de forma inaceitável e ultrajante, a legalidade internacional, ao mesmo tempo que encorajam a criminosa ocupação e colonização israelita dos territórios palestinos e premeiam a impune e sistemática violação por Israel do direito internacional e de resoluções da ONU, que dura há mais de sete décadas.

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente esta decisão que representa uma provocação ao povo palestino, aos povos do Médio Oriente e aos povos do mundo, que visa agravar o conflito e as tensões na região, constituindo mais um passo, que urge contrariar, na escalada da guerra no Médio Oriente.

  • Nos 76 anos da Nakba – Pôr fim ao genocídio! Liberdade para a Palestina!

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    No dia em que se perfazem 76 anos sobre a expulsão de centenas de milhar de palestinianos das suas casas e terras pelas milícias e exército israelitas em 1948 – aquando da fundação do Estado de Israel –, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia, condena e exige o fim imediato do genocídio perpetrado por Israel contra a população palestiniana na Faixa de Gaza e reafirma a sua solidariedade com a luta do povo palestiniano pela concretização dos seus inalienáveis e legítimos direitos nacionais.
    Este dramático acontecimento, que os palestinianos designam como o dia da «Nakba», ou seja, da «Catástrofe», marca o início do êxodo forçado do povo palestiniano, expulso das suas casas e terras na Palestina histórica.
     
    São 76 anos de ocupação e colonização, de destruição de povoações inteiras, de assassinatos, de prisões arbitrárias – incluindo de menores de idade –, de exploração e segregação, de humilhações diárias, de ilegalidades, de violências, de crimes e de violações do direito internacional, cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestiniano.
     
    Nesta data, não esquecemos também o que nos conduziu à situação com que nos confrontamos: a intensificação da política de ocupação, opressão e provocação conduzida pelo governo de extrema-direita de Netanyahu e pela acção de colonos israelitas, que agravou a situação e conduziu ao incremento da confrontação e da violência em Israel, nos territórios palestinianos ocupados e no Médio Oriente.
  • Nos 77 anos da Nakba continuar a solidariedade com a Palestina

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    Realizou-se, no dia 21 de Maio, na Praceta da Palestina, no Porto, uma iniciativa para assinalar os 77 da Nakba.
    Centenas manifestaram a sua solidariedade com o povo palestiniano, exigindo o fim dos massacres e das mortes de milhares de inocentes, principalmente mulheres e crianças e a entrada imediata de ajuda humanitária. Repudiaram os ataques de Israel, e a cumplicidade dos EUA e da EU face ao genocídio em curso.
    A iniciativa contou pinturas pela paz, feitas pelos presentes, com música dos Savana Blues Trio, com poemas de Mahmoud Darwich, recitados por Iolanda Oliveira. A apresentação foi da Joana Machado em representação do Projecto Ruído - Associação Juvenil e intervieram, pelo CPPC, João Rouxinol, José António Gomes, pelo MPPM, e Filipe Pereira pela CGTP-IN . Nas várias intervenções ficou expressa a exigência do fim da ocupação israelita, o fim do genocídio e o reconhecimento do Estado da Palestina conforme as resoluções da ONU
  • Nota de solidariedade com a Palestina divulgada pela FENPROF

    Por Mário Nogueira, Secretário geral da FENPROF

     

    SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

     

    Há muito que não se via uma coisa assim, incluindo a passividade de alguns que são sempre tão céleres a declararem-se defensores dos direitos humanos.

     

    Não há nada que justifique ou explique o ataque que está a ser feito ao povo palestino por um agressor que revela dotes de assassino. Assassina crianças, centenas de crianças como os nossos filhos. Ataca escolas, incluindo as da ONU onde atinge centenas de refugiados, ataca hospitais, declara cessar-fogo para apanhar o povo na rua, desprevenido, a tratar dos seus feridos e, mais facilmente, o assassinar. Ataca ambulâncias, ataca creches, mata a eito e conta com a cumplicidade daqueles que se dizem, quando lhes interessa, grandes defensores dos direitos humanos, mas mesmo perante o que o todo o mundo tem visto, não se escusam em continuar a vender mais armas e não apenas por razões financeiras. Refiro-me, obviamente, aos norte-americanos.

     

    O problema é o Hamas, proclamam, mas esquecem de dizer que a vitória eleitoral do Hamas é obra dos próprios israelitas. Foram eles que decidiram desrespeitar os acordos de Oslo e agredir o povo da Palestina no seu próprio território. Foram eles que, insatisfeitos por apenas ocuparem 56% do território da Palestina histórica, decidiram invadir os territórios para onde foram empurrados os palestinos e assassinar sem dó, num processo que faz lembrar o tempo de outros extermínios e outros holocaustos. Dizia, há dias, um jovem da Palestina, confrontado com a revolta que se sente em muitos palestinos, que quando a esperança acaba tudo é possível. E acrescentava que, quando um jovem vê a sua casa destruída por um bombardeamento israelita ou a sua mãe e irmãs violadas pelos agressores, toda a esperança desaparece, ficando apenas a certeza que, a seguir, será ele a vítima. E quando assim é, tudo passa a valer… A grande diferença, continua a ser que aos bombardeamentos sobre as escolas, responde a maior parte do povo com pedras e lágrimas de revolta.

     

    Onde estão os franceses? Os aliados, como gostam de se afirmar, por onde andam? Por onde anda a NATO? E onde está o governo português cujos partidos que o integram ainda há dias votaram contra uma posição de solidariedade proposta pelo PCP no Parlamento? Diz o povo, na sua sabedoria, que tão ladrão é o que rouba a fruta como o que fica ao portão. Confirma-se a sabedoria do povo.

     

    Solidariedade para com o povo da Palestina e, em especial, as suas crianças e jovens, é tudo o que os professores, como todos os portugueses, podem manifestar, para além de deverem exigir uma posição firme de condenação da agressão, por parte do governo do seu país. Não nos escondamos atrás de preconceitos para deixar de o fazer.

     

    Mário Nogueira

  • Núcleo de Almada pintou uma faixa com a inscrição «Palestina vencerá»

    O núcleo de Almada do CPPC pintou uma faixa com a inscrição «Palestina vencerá», que será colocada num local de grande visibilidade daquele concelho da Margem Sul do Tejo. Na sua concepção participaram aderentes e amigos do CPPC, entre os quais duas estudantes da Escola Secundária António Gedeão, que estão actualmente a participar no projecto de teatro «Sete Anos, Sete Escolas», da bailarina e coreógrafa Cláudia Dias, precisamente sobre o problema palestiniano.

  • Palestina

     

    Nas Nações Unidas considera-se que o futuro da Palestina como estado independente está hoje mais ameaçado do que nunca. Isso mesmo foi demonstrado pelo coordenador especial da ONU para o processo de Paz no Médio Oriente, Nickolay Mladenov, na sessão do Conselho de Segurança do passado dia 23 de novembro. Na opinião deste responsável a comunidade internacional deve, pois, intervir mais ativamente para proteger o direito do povo palestino a um estado independente em conformidade com as resoluções já adotadas pela organização.

    De acordo com aquele coordenador especial da ONU, a colonização israelita de territórios palestinos ocupados não só prossegue sem entraves como é apoiada pelo poder de estado. Contra leis e decisões internacionais, o estado de Israel continua a fomentar a construção de colonatos na margem ocidental do rio Jordão insistindo, para tal, nas suas políticas de demolição de infraestruturas e confiscação de terras. Os palestinos tornam-se, assim, deslocados na sua própria terra.

    Com a construção de colonatos o Estado de Israel visa, segundo as Nações Unidas, expulsar os palestinos de vastas áreas de modo a alterar a demografia nos territórios ocupados, a favor dos israelitas.

  • Palestina

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  • Palestina - A agressão continua

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    Pelo menos 469 crianças foram mortas, 9 desde o recomeço dos bombardeamentos esta quarta-feira, e mais de 300 foram feridas desde o início da mais recente agressão do Governo Israelita. São os números avançados por Pernilla Ironside, chefe da missão da UNICEF em Gaza, numa conferência de imprensa, dada em Nova Iorque esta quinta-feira. A responsável da ONU referiu ainda, que são mais de 370 000, as crianças a necessitar de "socorro psicossocial".

    Ilustrando o nível da destruição de infraestruturas, Ironside referiu que serão necessários 18 anos para reconstruir o que foi destruído pelas forças israelitas.