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Os Estados Unidos da América, ao reconhecerem Jerusalém como capital de Israel e ao inaugurem aí a sua nova Embaixada, estão a desrespeitar, de forma inaceitável e ultrajante, a legalidade internacional, ao mesmo tempo que encorajam a criminosa ocupação e colonização israelita dos territórios palestinos e premeiam a impune e sistemática violação por Israel do direito internacional e de resoluções da ONU, que dura há mais de sete décadas.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) condena veementemente esta decisão que representa uma provocação ao povo palestino, aos povos do Médio Oriente e aos povos do mundo, que visa agravar o conflito e as tensões na região, constituindo mais um passo, que urge contrariar, na escalada da guerra no Médio Oriente.

Esta vergonhosa provocação surge na senda de outras preocupantes e inaceitáveis acções que o CPPC tem denunciado e condenado, de que se destacam o rompimento unilateral por parte dos EUA do acordo nuclear com o Irão e o aumento da retórica agressiva contra este país; a intensificação, nos últimos dias, dos ataques de agressão israelita à Síria – de que Israel ocupa ilegalmente e há décadas os Montes Golã; e os massacres cometidos pelas forças armadas de Israel, desde o passado dia 30 de Março, na Faixa de Gaza cercada, no contexto das manifestações pacíficas da Grande Marcha de Retorno – em que só hoje resultaram já cerca de quatro dezenas de palestinos assassinados e quase 2 mil feridos em resultado da brutal repressão de Israel.

É neste contexto que o CPPC exorta os seus aderentes e todos os amantes da paz a participarem nos Actos Públicos de solidariedade com a Palestina que decorrem, hoje, dia 14 de Maio às 18:00, na Praça Luís de Camões em Lisboa, e, amanhã, terça-feira, dia 15, na Praça da Palestina no Porto, para:

- condenar a política de colonização, limpeza étnica, ocupação e repressão, praticada por Israel contra o povo palestino desde há 70 anos;
- exigir a paz no Médio Oriente, pondo fim às catástrofes geradas pelas guerras deste último quarto de século;
- protestar contra o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel e a transferência para aí da sua embaixada;
- reclamar do Governo Português que, nos fóruns em que participa, defenda o direito internacional e as resoluções da ONU respeitantes à Palestina e que reconheça formalmente o Estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental.
- manifestar a nossa solidariedade com a justa luta do povo palestino pelos seus inalienáveis direitos nacionais, pela edificação do Estado da Palestina livre, independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos, nos termos do direito internacional e das resoluções pertinentes das Nações Unidas.