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Cumpre-se hoje uma década sobre o início da utilização, por parte dos Estados Unidos da América, da base de Guantánamo como centro de detenção ilegal e tortura de prisioneiros, no âmbito da famigerada guerra contra o terrorismo. Por lá passaram inúmeros prisioneiros que, raptados e secretamente transportados, privados das mínimas garantias legais e sem julgamento, foram sujeitos às maiores violências físicas e psicológicas. Estima-se que ainda permaneçam encarcerados em Guantánamo 170 prisioneiros, de um total de perto de 800 que ali estiveram nos últimos 10 anos. O presidente dos EUA, Barack Obama, comprometera-se a fechar o campo quando foi eleito, mas tal não aconteceu nem está previsto que aconteça.
 
O campo de Guantánamo é uma componente particularmente cruel da campanha de intimidação e da guerra de agressão que os EUA movem contra os povos do mundo e a sua soberania. Prova da impunidade com que os EUA e os seus aliados têm actuado cruel e ilegalmente visando unicamente a salvaguarda dos interesses dos seus grupos económicos, nomeadamente o complexo militar-industrial e as petrolíferas, à custa da violação dos direitos humanos e dos povos. Aqui se incluem os voos da CIA que, transportando prisioneiros para Guantánamo, contaram, na sua passagem pela Europa, com a cumplicidade silenciosa de diversos governos, incluindo o português.
 
Por ocasião deste negro aniversário, o CPPC reafirma também a exigência de encerramento do campo de tortura de Guantánamo e a devolução à soberania cubana dos terrenos dessa base militar norte-americana.

Perante este negro aniversário, o CPPC reafirma a exigência de encerramento do campo de torturas de Guantánamo e a devolução dos terrenos da base militar norte-americana à soberania cubana.

Nos 10 anos do Campo de Tortura de Guantanamo