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O povo palestiniano assinala, no próximo dia 15 de Maio, o 67.º aniversário da «Nakba» (a Catástrofe), que marca o início da ocupação israelita da Palestina com o seu rol de massacres, deportações, privação de direitos humanos e violências de todo o género sobre a população árabe, que se prolongam até à actualidade.

Ao declarar unilateralmente a sua independência no território que as armas e o terror almejaram conquistar, Israel desrespeitou o Plano de Partilha da Palestina elaborado no ano anterior pelas Nações Unidas, que dividia o antigo domínio britânico em dois Estados, Palestina e Israel.
Se Israel teve efectivamente o seu Estado, cujo território não cessa de aumentar, os palestinianos tornaram-se exilados no seu próprio país, divididos entre Líbano, Síria, Jordânia e Egipto. Graças à «Nakba», é palestiniana uma das maiores comunidades de refugiados do mundo.

Desde há 67 anos, Israel tem vindo a alargar ilegalmente o seu território, ocupando hoje perto de 80 por cento da Palestina histórica e a implantar colonatos em muitas zonas que deveriam encontrar-se sob administração palestiniana; o cerco a Gaza, o Muro de Separação, as constantes incursões militares, os assassinatos e as prisões de cidadãos palestinianos e «árabes israelitas», os inúmeros postos de controlo e o regime de segregação imposto nos territórios ilegalmente ocupados não só transformam o dia-a-dia dos palestinianos num verdadeiro inferno como procuram pôr em causa a possibilidade de um Estado da Palestina independente e viável.

O comportamento criminoso de Israel é também expressão e consequência do apoio que sempre gozou das grandes potências ocidentais, de que são exemplo os milionários fundos e meios militares que continuamente os EUA transfere para Israel ou o recente anuncio da abertura de uma representação permanente israelita junto da NATO.

Renovando a sua solidariedade de sempre para com a luta do povo da Palestina, e no momento em que a população palestiniana da Faixa de Gaza volta a sofrer um aumento da agressividade israelita, o CPPC reafirma aquelas que são exigências fundamentais para resolver a questão palestiniana e do Médio Oriente: o fim dos colonatos, do bloqueio a Gaza e do Muro de Separação; a libertação dos presos palestinianos nas prisões de Israel e o respeito do direito de regresso dos refugiados; o fim da ocupação e a criação do Estado da Palestina, dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental.

Para que se ponha um fim definitivo à ocupação.

Palestina Livre!