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No Dia do Preso Palestiniano, que hoje se assinala, o Conselho Português para a Paz e Cooperação reafirma a sua firme solidariedade ao povo palestiniano e, em particular, aos sete mil presos políticos palestinianos que se encontram encarcerados nas prisões israelitas, naquela que é uma das mais brutais expressões da ilegal ocupação da Palestina por Israel.

Desde o início da ocupação, cerca de 950 mil presos políticos palestinianos já passaram pelas prisões israelitas, não havendo praticamente nenhuma família que não tenha tido pelo menos um dos seus membros encarcerados.

A ilegalidade destas prisões, que decorre antes de mais pela própria ilegalidade da ocupação, é tão mais flagrante quanto em grande parte delas não há apresentação de provas nem direito de defesa; muitos destes homens, mulheres e crianças encontram-se presos sem culpa formada. Entre os vários presos políticos palestinianos, há líderes políticos, deputados do Conselho Legislativo palestiniano, trabalhadores, escritores, investigadores, jornalistas, estudantes e artistas.

Este Dia do Preso Palestiniano fica marcado pelo início de uma greve de fome por parte de mais de dois mil presos, que responderam ao apelo de Marwan Barghouti, que se encontra preso há vários anos.

O CPPC exige a libertação dos presos políticos palestinianos que a par do respeito do direito ao regresso dos refugiados, constituem duas das condições que acompanham a justa e legitima exigência da criação do Estado da Palestina, nas fronteiras anteriores a 4 de Junho de 1967, com capital em Jerusalém Leste.

Direcção Nacional do CPPC