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Nota à Comunicação Social
 
Por ocasião da Cimeira de Lisboa em Novembro passado, a NATO procedeu a reforma da sua estrutura de comando estratégico e operacional, tendo anunciado a decisão de transferir para Portugal o “comando operacional” da Força Marítima de Reacção Rápida ‘Strikfornato’. Este ‘comando operacional’ abarca a Sexta Esquadra dos Estados Unidos da América e forças navais de outros estados membros, sob a autoridade do comandante da Sexta Esquadra, em directa coordenação com o “Comandante Supremo das Forças Aliadas’” em Bruxelas.
 
A Sexta Esquadra opera sobre a Europa e África, com os aliados da NATO e em outras “cooperações estratégicas” dos EUA. A Sexta Esquadra é o braço naval para os comandos dos EUA para a Europa (EUCOM) e para a África (AFRICOM).
 
No breve período de tempo desde a actualização do seu Conceito Estratégico, em Lisboa em Novembro passado, até hoje, a NATO já revelou no Norte de África a sua natureza e ao que vem.
 
O secretário-geral da NATO Anders Fogh Rasmussen desloca-se amanhã a Lisboa para encontros com o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, e com o Primeiro-ministro, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa (como divulgado pela comunicação social).
 
Foi anunciado que a transferência da ‘Strikfornato’ para Portugal e a configuração da participação portuguesa nas missões da NATO serão objectivos desta visita.
 
No entretanto, na semana passada foi divulgada a nomeação pelo Pentágono do contra-almirante Frank Pandolfe para o comando da Sexta Esquadra dos EUA e da ‘Strikefornato’, que será sediada em Portugal de acordo com a reforma da estrutura militar adoptada na recente Cimeira da NATO.
 
A NATO não é bem-vinda em Portugal. Os objectivos e os meios pelos quais a NATO se rege e opera ofendem o povo português e a soberania de Portugal.
O CPPC afirma a sua oposição e profunda preocupação com as diligencias que pretendem concretizar os gravosos planos da NATO, e que em particular visam aprofundar o envolvimento do nosso país nas suas politicas progressivamente mais agressivas e suas acções bélicas cruéis e ilegítimas, seguindo um rumo que contradiz os sentimentos e interesses do povo português e os preceitos constitucionais que nos regem, um rumo que agrava e é desastroso para o bem-estar e o futuro de todos os povos num mundo em gravíssima crise social e económica.
 
Neste quadro o Conselho Português para a Paz e Cooperação convida todos os defensores da paz a participarem num acto de luta pela paz e protesto contra a NATO a realizar pelas 14h00 do dia 8 de Setembro frente à residência oficial do Primeiro-ministro (Rua da Imprensa à Estrela), em São Bento.