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Para que não se repita!

Assinala-se hoje 75 anos do início da Segunda Guerra Mundial, o mais brutal e mortal conflito que a Humanidade já conheceu, com 50 milhões de mortos, muitos milhões de feridos, traumatizados e estropiados, milhares de cidades arrasadas e destruições incalculáveis na economia de numerosos países.

Foi a 1 de Setembro de 1939 que as tropas nazis invadiram a Polónia. Dois dias depois, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. A agressividade que se seguiu, a máquina de guerra alemã comandada por Hitler e o terror que semeou, envolvendo muitos outros países, só terminou em 1945, com a capitulação alemã às mãos do exército vermelho, da ex-União Soviética, em Maio, e a capitulação japonesa em Agosto do mesmo ano.
Num momento em que em diversas partes do Mundo, designadamente na Europa e na Ásia, se multiplicam conflitos, se agrava a crise do capitalismo e se vivem afloramentos crescentes do fascismo, é importante recordar as causas da Segunda Guerra Mundial para defender e promover a Paz no presente.

Ora, as causas profundas desta guerra estão ligadas à grave crise do capitalismo de 1929 e aos resultados da Primeira Guerra Mundial que não agradaram a várias potências da época, como a Alemanha, a Itália e o Japão, os quais pretendiam uma outra partilha de territórios, mercados e matérias-primas. Por isso, no início da década de 30 do século XX, o Japão invade a Manchúria; em 1935 a Itália apodera-se da Etiópia; no ano seguinte, os generais fascistas espanhóis põem em causa a República espanhola; em 1938 a Alemanha nazi ocupa a Áustria e inicia uma série de agressões militares na Europa, contando com a passividade inicial dos governos francês e inglês.
Assim, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) assinala o início da Segunda Guerra Mundial empenhando-se no reforço do esclarecimento das causas e das consequências desta guerra, de que é exemplo a exposição que estamos a organizar intitulada “Os 100 anos da Grande Guerra e a luta pela Paz”, apelando à mobilização crescente da população na defesa do desarmamento e da paz.

Sabemos que a história não se repete, mas devemos aprender com o que se passou para combater situações idênticas às causas da mais mortífera guerra: militarismo, ingerências externas, fascismo.
O CPPC continuará empenhado no reforço do movimento da Paz, defendendo a independência e a soberania nacionais, desenvolvendo a solidariedade para com os povos vítimas da ingerência e agressão imperialista, no respeito pelo cumprimento destes princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa, expressos no seu artigo 7º.