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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) realizou hoje, 1 de Setembro, em Lisboa um acto público de solidariedade com o povo venezuelano, que contou com a participação do Ex.mo Senhor Embaixador da República Bolivariana da Venezuela o General em Chefe Lucas Ríncon Romero, e da presença de vários outros diplomatas, de representantes de várias organizações portuguesas e várias outros activistas solidários com a Revolução bolivariana e com o direito inalienável do povo venezuelano de seguir o caminho que livremente escolher sem ingerências externas de qualquer natureza.

Leia a intervenção de Filipe Ferreira em representação do CPPC:

"Saúdo, em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação, todos os que hoje estão aqui, solidários com a Revolução bolivariana e o direito inalienável do povo venezuelano de seguir o caminho que livremente escolher sem ingerências externas de qualquer natureza.

Saúdo igualmente, de forma muito especial, o Exmo Senhor Embaixador da República Bolivariana da Venezuela, General em Chefe Lucas Rincón Romero, que nos honra com a sua presença, assim como os restantes diplomatas e membros da Embaixada e do Consulado venezuelanos em Portugal. (atenção à presença de outras Embaixadas e organizações)

Os que aquí estamos e os que, não tendo a possibilidade de aqui se deslocarem, estão também connosco através do apoio que demonstraram, sabemos que se impõe denunciar a acção provocatória que sectores e grupos da direita venezuelana tencionam pôr em marcha hoje, dia 1 de Setembro, através da anunciada “Tomada de Caracas”.

Grupos de direita venezuelana que, concertados com os EUA, têm vindo a desenvolver uma criminosa acção desestabilizadora e de carácter golpista, com a promoção da violência – incluindo assassinatos – e da sabotagem económica, assim como de grandes operações de manipulação mediática, de modo a preparar a opinião pública para uma nova escalada de ingerência externa na Venezuela.

Como sabemos, os Estados Unidos e a oligarquia venezuelana, têm – desde o primeiro momento, após a eleição do Presidente Hugo Chávez Frias, em 1998 – o objectivo de derrotar a Revolução bolivariana e fazer regredir os seus avanços, conquistas e progressos democráticos alcançados – políticos, económicos, sociais, culturais – e a afirmação soberana do povo venezuelano e da República Bolivariana da Venezuela.

O CPPC reafirma a sua condenação pela acção desestabilizadora levada a cabo pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela. Reafirma o seu repúdio pela ordem executiva dos EUA – aprovada em Março de 2015 e recentemente prorrogada por Barack Obama – que, de forma inadmissível, considera a Venezuela uma «ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e a política externa» dos Estados Unidos, medida que é acompanhada da aplicação de inaceitáveis sanções contra a Venezuela.

O CPPC reafirma que não é a Venezuela que representa uma ameaça para os Estados Unidos, mas sim os Estados Unidos que representam uma ameaça para a Venezuela e o seu povo.

Recordemos que são os Estados Unidos que, para além da sua IV Esquadra destacada para toda a América Latina, possuem 13 bases militares na vizinhança da Venezuela e despendem milhares de milhões de dólares anualmente para financiar a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fundação Nacional para a Democracia (NED) com que fomentam e patrocinam a desestabilização de governos democráticos e populares, como acontece com o Governo constitucional da República Bolivariana da Venezuela, dirigido pelo Presidente Nicolás Maduro.

Recordemos que são os estados Unidos que protagonizam anos de ingerência e desestabilização da Venezuela, levando a cabo, instigando e apoiando acções golpistas, o boicote económico e a acção violenta neste País – e por toda a América Latina, como com o Chile, a Argentina, o Panamá, Granada, as Honduras, o Paraguai, o Brasil, a Nicarágua, a Bolívia, o Equador, Cuba e tantos, tantos outros países latino-americanos e caribenhos.

Depois de década e meia de históricos avanços na afirmação soberana e de sentido progressista em numerosos países da América Latina e Caraíbas, da criação da ALBA, da UNASUL, da CELAC, do MERCOSUL, importantes processos de integração e cooperação fora da alçada do imperialismo norte-americano e da sua O.E.A., eis que os Estados Unidos querem retomar a iniciativa e impor de novo o seu dominio, mas, estamos certos, encontrarão pela frente a resistência e a luta dos povos latino-americanos em defesa dos seus direitos e da sua soberania.

Saudando a comunidade emigrante portuguesa na Venezuela, o CPPC reafirma a sua solidariedade para com o povo venezuelano e a República Bolivariana da Venezuela, com o seu Governo constitucional, dirigido pelo Presidente Nicolás Maduro, com o Comité de Solidariedade Internacional e Luta pela Paz (COSI), e a sua defesa dos importantes avanços progressistas alcançados e da soberania e independência da Venezuela face à ingerência e agressão externas.

A República Bolivariana da Venezuela não se rende!

Solidariedade com povo venezuelano!"