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Sim à Paz! Não à NATO!

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Pela abolição de todas as armas nucleares do mundo

72 anos depois dos criminosos bombardeamentos nucleares dos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui - a 6 e 9 de Agosto de 1945 -, e tendo presente as suas centenas de milhares de vítimas, é mais premente que nunca a exigência da abolição de todas as armas nucleares no mundo.
Num momento em que a situação no mundo é caracterizada por uma crescente instabilidade e insegurança, resultante em primeiro lugar do incremento da corrida aos armamentos, do militarismo, intervencionismo e guerras impostas pelos EUA, a NATO, a UE e seus aliados, com a sua política de domínio imperialista, saque e agressão, é grande o perigo de uma escalada de confrontação de grandes proporções, incluindo com a utilização de armas nucleares - o que a não ser impedido significaria

o fim da humanidade.

Sendo responsáveis pela única utilização da arma nuclear contra populações, os EUA possuem um dos maiores arsenais de armas nucleares, instaladas o seu território e por todo o mundo - em bases militares do sistema EUA-NATO -, assumindo na sua doutrina militar a possibilidade da utilização destas armas num primeiro ataque.

No quadro da sua doutrina militar ofensiva, os EUA efectuam actualmente um programa de modernização das suas armas nucleares - com um custo anunciado de mais de um bilião de dólares nos próximos 30 anos - e instalam um sistema anti-míssil na Europa, junto ao Árctico e na Ásia, que visa particularmente a Rússia e a China, procurando assegurar a sua capacidade de evitar a resposta de outro país a um primeiro ataque norte-americano com armas nucleares.

O estoque global de ogivas nucleares é de cerca de 15.000 ogivas e os novos desenvolvimentos na tecnologia de armas nucleares e mecanismos de lançamento estão impulsionando a proliferação, 1.800 delas ainda estão em alto alerta, o que é uma ameaça para a própria sobrevivência da humanidade.

É neste quadro que assume importante significado a adopção a 7 de Julho passado do Tratado para a Proibição de Armas Nucleares, pela conferência das Nações Unidas para a negociação de um instrumento juridicamente vinculativo para a proibição de armas nucleares, que leve à sua total eliminação - reflexo da aspiração dos povos e do movimento mundial da paz, bem como dos esforços governamentais de Estados que não possuem arsenais nucleares, a um mundo livre de armas nucleares.

Por outro lado, a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de 2015 resultou em outro fiasco, não adoptando um documento final devido à oposição dos EUA, Reino Unido e Canadá. Estes países seguiram a mesma linha de Israel, que se opôs à convocação de uma conferência sobre o Médio Oriente como uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição em massa.

Em um período de profunda crise económica do capitalismo, o mundo enfrenta novos perigos e ameaças à paz, incluindo as actuais intervenções militares imperialistas contra países soberanos e a revitalização do fascismo em antigas e novas formas. A humanidade está enfrentando os perigos de uma guerra generalizada de dimensões globais. No entanto, este é também um momento de esperança, baseada nas lutas dos povos amantes da paz no mundo, de que esta eventualidade pode ser impedida. Precisamos recordar as lições das lutas históricas e unir todas as forças consequentes e amplas pela paz, a justiça social e o progresso numa forte mobilização cuja força, amplitude e convicção podem impedir que ocorram novas tragédias.

Nunca mais o holocausto nuclear!

Prestando homenagem às vitimas do terror nuclear de Hiroxima e Nagasáqui, evocando o objectivo do Apelo de Estocolmo do CMP em 1950 de um mundo sem armas nucleares, reafirmando o seu compromisso e determinação com a causa da paz e a construção de um mundo mais justo e de progresso social, apelamos às forças defensoras da paz e anti-imperialistas em todo o mundo a incrementar a luta pela:

- Abolição de todas as armas nucleares e outras armas de destruição massiva, e do desarmamento geral e controlado;

- Rejeição da instalação do sistema anti-míssil dos EUA/NATO e a abolição de todas as bases militares estrangeiras;

- Defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas, em defesa da paz, da soberania dos Estados e da igualdade de direitos dos povos.

6 de Agosto de 2017
Secretariado do Conselho Mundial da Paz