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A 5 de Junho assinalam-se 50 anos sobre a ilegal ocupação dos territórios palestinianos da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, bem como dos Montes Golã da Síria, de parte do Sinai egípcio e das Quintas de Shebaa do Líbano, por parte de Israel, durante a «guerra dos seis dias» em 1967.

Após 50 anos, o Estado de Israel continua a impor de forma violenta o seu domínio de toda a Palestina, em frontal desrespeito pelo Direito Internacional e em confronto com inúmeras resoluções das Nações Unidas.

A ilegal ocupação dos territórios palestinianos por parte de Israel é marcada por sistemáticas agressões militares e hediondos crimes; pela prisão de milhares de palestinianos, incluindo crianças; pela demolição de milhares de lares palestinianos e pelo confisco de terras; pela expansão dos colonatos e postos de controlo; pela construção de um muro de separação; pela transformação da Faixa de Gaza na maior prisão do mundo; pela exploração, opressão, divisão e humilhação dos trabalhadores e do povo palestinianos, pela brutal e constante negação dos seus direitos.

Mas apesar da violência, dos crimes, da segregação que tem vindo a ser exercida desde há cerca de 70 anos pelas forças sionistas, estas não foram capazes de apagar da consciência colectiva do povo palestiniano a sua aspiração à libertação nacional, à justiça, à paz, ao direito à sua pátria; não conseguiram derrotar a corajosa, persistente e heroica luta de gerações de palestinianos pelo seu Estado independente e soberano; não lograram travar a solidariedade para com os legítimos e inalienáveis direitos nacionais do povo palestiniano e a exigência do fim da ocupação e da paz, incluindo por parte de muitos milhares de cidadãos israelitas.

A ocupação é o principal obstáculo à paz, que urge remover quanto antes. Só a efectiva concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano, com a criação do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, com a libertação dos prisioneiros políticos palestinianos nas prisões israelitas e o respeito do direito de regresso dos refugiados, pode garantir uma paz justa e efectiva.

A solidariedade para com a causa do povo palestiniano, com a sua tenaz luta de libertação nacional e pela paz é mais premente que nunca!

5 de Junho de 2017

As organizações subscritoras:

CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação
CGTP-IN - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin
JCP - Juventude Comunista Portuguesa
ACR - Associação Conquistas da Revolução
FNSTFPS - Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais
MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
USNA - União dos Sindicatos do Norte Alentejano
FIEQUIMETAL - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
FESAHT - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
AAPSO - Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental
Ecolojovem - «Os Verdes»
MDM - Movimento Democrático de Mulheres
STML – Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa