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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a condenação por um tribunal israelita da menor palestiniana Ahed Tamimi e da sua mãe a oito meses de prisão, realçando que tudo neste processo é não só imoral como ilegal: a sentença proferida por um tribunal militar israelita na Cisjordânia ocupada; as sessões à porta fechada; a prisão de uma menor por uma força ocupante por defender a sua casa da invasão de militares israelitas; as pressões sobre a sua família – o seu primo, também menor, foi baleado na cabeça, dias antes da sua prisão, por soldados ocupantes; a sua mãe foi presa por filmar a captura de Ahed e acusada de «incitamento».

A onda de solidariedade que a jovem palestiniana suscitou, aquando da sua prisão, a 19 de Dezembro de 2017, chamou a atenção para aquela que é uma das faces mais brutais da ilegal ocupação sionista de territórios da Palestina: a prisão de crianças e jovens, muitas vezes sem qualquer julgamento ou condenação. Ahed Tamimi é uma das 356 crianças e adolescentes palestinianos que estão actualmente encarceradas em prisões israelitas. A estes juntam-se milhares de outros presos políticos, homens e mulheres, que resistem à ocupação e lutam pela concretização do direito ao seu Estado da Palestina independente, soberano e viável.

Denunciando esta inaceitável prática das autoridades israelitas, o CPPC reafirma que o caminho a prosseguir é o fim da ilegal ocupação israelita de territórios da Palestina, o desmantelamento dos colonatos, do muro israelita de segregação, do bloqueio a Gaza, a libertação dos presos políticos palestinianos das prisões israelitas, o respeito pelo direito ao regresso dos refugiados e o reconhecimento do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a Junho de 1967 e com capital em Jerusalém Oriental.

Direcção Nacional do CPPC