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Ontem, dia 9 de Julho em Lisboa, a campanha "Sim à Paz! Não à NATO!", realizou um acto público em Lisboa continuando a denúncia da NATO e dos objectivos belicistas da sua cimeira de Bruxelas, que terá lugar nos dias 11 e 12 deste mês. Muitos foram os activistas que percorreram ao final da tarde as ruas da baixa lisboeta exigindo a dissolução da NATO, o fim da corrida aos armamentos e das bases militares estrangeiras, o desarmamento geral e controlado e o respeito por parte das autoridades portuguesas, dos princípios constitucionais, nomeadamente com o estabelecimento de um política externa de paz e cooperação.

O acto, convocado pelo conjunto das organizações e movimentos subscritores, decorreu sob palavras de ordem como "Sim à Paz! Não à NATO", "Defender a Constituição! NATO não!", "Trabalho sim! Guerra Não", entre outras.

No final, após um momento de animação musical por Jorge Rivotti, intervieram representantes da CGTP-IN, do MDM, da JCP e do CPPC.

Leia a Intervenção do CPPC:

Boa tarde,

Em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúdo todos os presentes neste acto público promovido pela Campanha “Sim à Paz! Não à NATO!”.

Campanha que integra organizações que decidiram, desta forma, reafirmar a sua determinação na defesa da paz e pelo desarmamento, contra a NATO, o militarismo e a guerra

Depois de amanhã, dias 11 e 12 de Julho, em Bruxelas, terá lugar uma Cimeira da NATO.

Sabemos que não é só em Portugal que se luta contra a NATO e os seus objectivos belicistas.

No passado Sábado, o movimento da paz belga já mostrou nas ruas de Bruxelas o seu repúdio por esta organização e cimeira. Solidário, o CPPC esteve presente na manifestação em Bruxelas e noutras iniciativas promovidas pelo movimento da paz belga, INTAL, e pelo Conselho Mundial da Paz.

Com campanha “Sim à Paz! Não à NATO!” demonstramos, em vários pontos do país, que também em Portugal repudiamos a NATO e a sua escalada belicista, que repudiamos este bloco político-militar agressivo ao serviço, não sem querelas internas, dos interesses dos Estados Unidos da América e das grandes potências da União Europeia.

A NATO é a principal e mais séria ameaça à paz mundial.

A NATO lançou, sob variados pretextos, guerras de agressão contra a Jugoslávia, o Afeganistão e a Líbia – com um imenso legado de morte, sofrimento e destruição.

A NATO é cúmplice de agressões a povos do Médio Oriente, como nas guerras contra o Iraque, a Síria ou o Iémene.

A NATO colabora com o regime sionista de Israel, sendo cúmplice da brutal opressão contra o povo palestino.

A NATO apoia o regime fascizante na Ucrânia e sua criminosa política opressiva e de guerra.

A NATO é cúmplice da invasão e ocupação turcas do Chipre.

A NATO e as suas grandes potências desrespeitam e procuram destruir o direito internacional alcançado após a Segunda Guerra Mundial.

Para impor o seu domínio, a NATO, e particularmente os Estados Unidos da América, reforçam as suas ameaças contra países e povos – entre os quais a Federação Russa e a China.

Quando nos dizem que não há dinheiro para assegurar os direitos dos trabalhadores e dos povos, para a NATO, para a corrida armamentista, para as guerras nunca falta dinheiro

A União Europeia é militarizada como pilar Europeu da NATO. Cria a Cooperação Estruturada Permanente, PESCO. Reforça a industria de armamento. Fomenta a corrida aos armamentos. Promove a guerra!

Perante esta acrescida ameaça, os amantes da paz não baixam os braços!
Distribuímos milhares de documentos!
Estamos a realizar vários actos públicos, como em Évora, em Coimbra, em Faro, ou no Porto!

Exigimos o fim das chantagens, das desestabilizações e das guerras de agressão promovidas pela NATO e as suas potências!

Dizemos não ao aumento de gastos militares da NATO e da União Europeia, que são já responsáveis por mais de metade das despesas militares no mundo!

Exigimos o fecho das bases militares estrangeiras, incluindo as instalações do sistema anti-míssil dos EUA/NATO, nomeadamente na Europa!

Exigimos a abolição das armas nucleares, como reafirmado há um ano atrás no Tratado para a Proibição de Armas Nucleares!

Aliás a Campanha para que Portugal assine este tratado entregou, Quinta-feira passada, na Assembleia da República, uma petição com mais de 13 000 assinaturas!

Com a campanha “Sim à Paz! Não à NATO” exigimos o fim da corrida aos armamentos e o desarmamento universal, simultâneo e controlado!

Exigimos a dissolução da NATO!

Portugal não deve contribuir para o aumento dos gastos militares, das máquinas de guerra da NATO e da União Europeia!

Portugal não deve participar nas missões de agressão contra outros povos!

Portugal não se deve comprometer com a militarização das relações internacionais, não deve subordinar a sua política externa e defesa nacional a lógicas que nada têm a ver com os interesses do povo português, dos povos do mundo!

Portugal tem de determinar a sua política externa e a sua política de defesa nacional de acordo com os princípios da Constituição da República Portuguesa – numa política de efectiva cooperação, favorecendo a paz e o progresso social!

O verdadeiro compromisso de Portugal tem de ser com:
A paz!
A soberania e independência nacionais!
A igualdade de direitos e a resolução pacífica dos conflitos entre Estados!
Os princípios da Carta das Nações Unidas!

A campanha “Sim à Paz! Não à NATO!” e a vossa presença aqui é um passo mais na construção deste Portugal e deste mundo, de Paz e progresso que queremos!

Sim à Paz! Não à NATO!