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75 aniversario da vitoria sobre o nazi fascismo 1 20200512 2049978719

Há 75 anos o Alto Comando Alemão assinava, no que restava de Berlim, o ato de rendição aos aliados (França, EUA, Reino Unido e União Soviética). Terminava formalmente a Segunda Guerra Mundial na Europa, a de maior amplitude e intensidade, a mais mortífera e destrutiva de todas as guerras até hoje. Mais de 75 milhões de mortos na Europa e Ásia, mais de 20 milhões dos quais soviéticos; dezenas de milhões de feridos e mutilados; incontáveis danos materiais. Uma guerra que conheceria ainda o horror do bombardeamento atómico dos EUA contra Hiroxima e Nagásaqui.

O Dia da Vitória, que os povos passaram justamente a celebrar, marca a vitória das forças democráticas sobre o poder terrorista do imperialismo alemão corporizado no Estado e regime nazi-fascista do III Reich.

Foi uma vitória sofrida, da resistência e luta antifascista dos povos pela liberdade e democracia. Contra o extermínio em massa de populações e de prisioneiros em campos de concentração; o trabalho forçado; o racismo e a destruição sistemática de infraestruturas económicas, sociais e culturais.

 

Para essa vitória, é de toda a justiça sublinhá-lo, a União Soviética deu uma ímpar e decisiva contribuição, pela qual pagou um tão alto preço.

Com a derrota do nazi-fascismo, os povos do mundo esperavam que o seu sofrimento e determinação pudessem ter, finalmente, criado condições para uma Paz mundial plena e duradoura, assente num sistema de segurança coletiva.

Tal desígnio não chegou, porém, a realizar-se devido à oposição das mesmas potências – Reino Unido, França e Estados Unidos – que antes da Guerra haviam alimentado por todos os meios ao seu alcance o belicismo nazi-fascista alemão, calculando vir a tirar partido da pública e conhecida ambição dos nazis pelos territórios da União Soviética e estados adjacentes.

Relembrar estes factos é necessário para que jamais o horror nazi-fascista se repita ou os seus crimes sejam branqueados. Mas é também importante para que o papel e a responsabilidade das potências imperialistas na ascensão do nazismo e do fascismo não fiquem esquecidos, e para que a verdade histórica seja salvaguardada.

As lições do passado, das ações ou omissões que propiciaram a Segunda Guerra Mundial, são tanto mais importantes quanto nos confrontamos hoje com o recrudescimento do belicismo e uma obscena corrida aos armamentos; a disponibilidade de armas com poder destrutivo sem paralelo; a crescente agressividade global e desrespeito pelo direito internacional, por parte do imperialismo norte-americano e aliados; o aumento de conflitos armados.
Hoje, acumulam-se sinais de que os erros do passado não só não foram aprendidos como, sensivelmente, as mesmas potências que então os cometeram continuam a apostar neles e até a aprofundá-los, na procura de assegurar a sua hegemonia mundial. As políticas que contribuíram para aumentar o poder nazi-fascista na expectativa de que este atacasse a União Soviética e provocasse a sua queda encontram hoje um preocupante paralelo no suporte que os Estados Unidos e aliados dão ao terrorismo e guerras por procuração para provocar mudanças de regime como, por exemplo, na Síria.

Ciente de que apesar dos riscos atuais a paz é possível e que a humanidade saberá encontrar maneira de evitar uma nova catástrofe e de estabelecer o primado da solidariedade, cooperação e progresso social em todo o mundo, o Conselho Português para a Paz e Cooperação celebra com confiança o Dia da Vitória, no respeito por todos os que, vivos e mortos, o tornaram possível, e convida os democratas a cerrarem fileiras em defesa da paz.

A Direção Nacional do CPPC