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na covilha centenas de estudantes marcharam pela paz 1 20180610 1813935373

Os alunos do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto saíram à rua esta quarta-feira numa Marcha pela Paz. A iniciativa foi promovida por aquele estabelecimento de ensino e contou com o apoio e participação do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC). A acção decorreu em simultâneo nas três escolas que compõem aquele agrupamento: na cidade da Covilhã e nas freguesias de Tortosendo e Paúl. Nos dias que precederam a Marcha, os alunos realizaram diversas actividades escolares relacionadas com o tema da educação para a paz. No final da Marcha, em que também participaram professores e encarregados de educação, foi inaugurado um mural, junto ao edifício – sede do agrupamento escolar, pintado pelos próprios alunos, com mensagens alusivas aos valores da paz, da cooperação, da igualdade, da tolerância e amizade com todos os povos do mundo.


Nas intervenções efectuadas no encerramento da iniciativa, os professores Casimiro Santos e Vítor Reis Silva, subdirector do agrupamento, destacaram os objectivos desta iniciativa, de aprofundar o papel da escola e, em particular, o espírito que o próprio agrupamento deve ter quanto aos conceitos e princípios associados à causa da paz, porque sem paz também não há educação. A escola trabalha com os cidadãos do futuro e ao incutir aos jovens estes valores, está a contribuir para os formar melhor e saberem aplicá-los amanhã na sua vida familiar e profissional. Por outro lado, porque os estudantes podem ter um papel muito importante na propagação da paz e de todos os valores que lhe estão associados e que estão presentes diariamente no trabalho que é feito na escola, é oportuno trazer a comunidade educativa para a rua e transmitir uma mensagem de paz à população com o objectivo de também a envolver nestes sentimentos e nestes valores.
Em representação do CPPC, o membro da direcção, Armando Farias, saudou todos os participantes, salientando a importância de se multiplicarem as iniciativas pela paz, face às agressões militares existentes em várias partes do mundo e às ameaças de agravamento da situação internacional. Na breve intervenção que dirigiu aos alunos, denunciou as causas que originam as guerras e as consequências que elas provocam, dando como exemplos a situação vivida por milhares de jovens portugueses obrigados a combater em várias guerras, particularmente nas guerras das ex-colónias de África, assim como o sofrimento a que tem sido sujeito o povo palestiniano, em que crianças e jovens, como eles, estão prisioneiros no seu próprio país, um povo que todos os dias é martirizado pelas agressões e massacres perpetrados pelo ocupante Estado de Israel. Chamando a atenção para as despesas astronómicas que são gastas em armamento e material bélico, dinheiro que deveria ser utilizado para construir mais escolas e hospitais e erradicar a fome no mundo, o dirigente do CPPC enalteceu o papel primordial que cabe à escola na educação para a democracia e para a cultura da paz, incentivando os jovens alunos a desenvolveram uma atitude de permanente participação e acção em defesa da paz, tornando-se eles próprios mensageiros da paz nas escolas, no convívio familiar e junto dos amigos.