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Realizou-se uma sessão de solidariedade com a Palestina, no passado dia 7 de Novembro, na Biblioteca Municipal Ary dos Santos, em Sacavém promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação e pela Câmara Municipal de Loures e que contou com as intervenções do Embaixador da Palestina em Portugal, Hikmat Ajjuri, do Presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares e da Presidente da Direção do CPPC, Ilda Figueiredo.

Nesta sessão de solidariedade com a Palestina denunciaram-se as violações por parte das autoridades de Israel de inúmeras de Resoluções da ONU e a política de «dois pesos e duas medidas» usada pelos Estados Unidos e pela União Europeia em relação à chamada questão palestiniana, dando assim cobertura à política ilegal e criminosa de Israel.

Fazendo letra morta da Resolução nº 181 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 29 de Novembro de 1947, o Estado de Israel, proclamado em 15 de Maio de 1948, desencadeou o terror a pilhagem e ocupação de terras palestinianas, expulsando centenas de milhares de palestinianos das suas casas. A Nakba – a tragédia –, iniciada nesse dia 15 de Maio, deu início a uma das mais dramáticas, injustas e desumanas situações impostas a um povo durante os últimos 60 anos.

São inúmeras as consequências desta agressão que se arrasta há dezenas de anos contra o povo da Palestina. O drama dos milhões de refugiados palestinianos; a extorsão, por parte de Israel, das terras férteis e das reservas aquíferas, assim como a destruição de culturas agrícolas das populações palestinianas; a constante e diária opressão do povo palestiniano; a ocupação total da Palestina e de territórios do Egipto, Síria e Líbano, aquando da guerra dos seis dias em 1967; a sistemática e ilegal instalação de colonatos israelitas nos territórios ocupados; os assassinatos e os massacres, como o perpetrado nos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Chatila, no Líbano; as sucessivas agressões da população palestiniana na Faixa de Gaza, assim como na Cisjordânia; os “pontos de controlo” onde os palestinos, na sua própria terra, são obrigados a submeter-se ao controlo dos militares e polícias israelitas; o muro da vergonha; a prisão ilegal de milhares de palestinianos, incluindo crianças; a instauração de um autêntico sistema de segregação por parte de Israel; entre tantos outros exemplos.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação sempre considerou a causa do Povo palestiniano e a Paz no Médio Oriente como uma das questões prioritárias da sua intervenção e continua firmemente empenhado no respeito e cumprimento do direito do Povo palestiniano a um Estado livre e independente, com as fronteiras de 1967 e com a sua capital em Jerusalém Leste.

O CPPC continuará a desenvolver iniciativas durante este mês de Novembro, que incluem a expressão da solidariedade com a Palestina, como o debate sobre a situação no Médio Oriente e a luta pela Paz, que realizou em Gaia, e as palestras sobre a paz em diversas escolas e em que o CPPC teve a oportunidade de participar.

O CPPC reafirma a sua solidariedade à corajosa e perseverante luta do povo palestiniano pelo seu legítimo e inalienável direito a uma Pátria livre, independente, viável e soberana, pelo fim da ocupação israelita, pelo respeito dos direitos dos refugiados, pelo direito a viver em paz, pela liberdade de circulação de pessoas e bens, pela libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas, pelo respeito das resoluções das Nações Unidas.