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O parlamento israelita aprovou recentemente a lei que visa dar cobertura “legal” retroactiva a cerca de 4000 casas já construídas por israelitas nos territórios palestinianos ocupados, em colonatos que sempre foram e são ilegais à luz do Direito Internacional e que também o eram pela lei israelita antes daquela aprovação.

Ao colocar sob jurisdição civil a construção de colonatos nos territórios palestinianos ocupados a lei aprovada consubstancia igualmente a política de anexação que o Estado de Israel tem prosseguido na região e da qual nunca desistiu.

Como se isso não bastasse, o governo de Israel, usando da impunidade com que a comunidade internacional lhe tem permitido actuar, anunciou já projectos de construção de novos colonatos – cerca de mais 6000 casas – nos territórios palestinianos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Anteriormente, na manhã de 18 de Janeiro, a população árabe da aldeia de Umm Al-Hiran, em Negev/Al-Naqab, Israel, foi surpreendida pela entrada de máquinas com o propósito de demolir as habitações onde viviam Um morto e vários feridos – entre estes um membro do parlamento israelita, opositor da demolição – e centenas de famílias, incluindo crianças, desalojadas sem qualquer contemplação, foi o resultado de mais esta acção ordenada pelo governo israelita, neste caso contra a população árabe israelita.
Estes casos revelam a essência das políticas israelitas face aos povos da região. Por um lado, a busca insistente de que toda a terra da Palestina passe a pertencer a Israel – como o Partido Likud, do 1.º ministro B. Netanyahu, reivindica. Por outro, a continuada segregação contra os povos de origem árabe, fora e dentro das próprias fronteiras.

O facto dessa política sionista se mostrar, neste princípio de ano, em toda a sua perversidade e em claro desafio à legalidade internacional e às instituições internacionais, como as Nações Unidas, é consequência de a nova presidência dos Estados Unidos da América ter optado por deixar de disfarçar o apoio a tal política.
Porém, por mais crimes e ilegalidades que as forças sionistas, com a cumplicidade dos seus aliados, perpetrem, a justiça prevalecerá e o povo da Palestina acabará por vencer.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) junta-se a todas as forças da paz na condenação das políticas expansionistas e segregacionistas do Estado de Israel, e reafirma a sua solidariedade com o povo palestiniano na sua luta:

-Pelo desmantelamento dos colonatos e fim da ocupação israelita

-Pela libertação de todos os presos políticos palestinianos nas prisões israelitas

-Pelo estabelecimento de um Estado palestiniano independente, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Oriental e o respeito do direito de regresso dos refugiados palestinianos

A Direcção Nacional do CPPC
2017-02-13