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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) repudia frontalmente as ingerências e ameaças que estão a ser desencadeadas contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano a propósito da tomada de posse do Presidente Nicolás Maduro, hoje realizada.

Às severas sanções e bloqueio económico, financeiro e comercial dos EUA, somam-se agora as inaceitáveis declarações e medidas de países do denominado 'Grupo de Lima', acompanhadas pela União Europeia, que afirmam não reconhecer a legitimidade do resultado eleitoral de 20 Maio de 2018, que deu um amplo apoio à reeleição do Presidente Maduro, face a uma parte da oposição totalmente submetida já não só aos interesses como às ordens vindas dos Estados Unidos da América.

 

O CPPC repudia e considera de particular gravidade a posição do Governo português, alinhada com a União Europeia. Uma posição frontalmente contrária aos interesses do povo português, incluindo a numerosa comunidade portuguesa residente naquele país sul-americano.

Num momento em que aqueles que são dos mais responsáveis pelas dificuldades que se fazem sentir na situação económica da Venezuela procuram tirar partido desta para pôr em causa a Revolução bolivariana e o Governo legítimo deste país, o CPPC recorda que na base dos mais sérios problemas que a Venezuela enfrenta está o bloqueio norte-americano e as sanções económicas impostas à Venezuela e ao seu povo – que entre outros gravosos aspectos, fazem com que os fundos derivados da venda de petróleo fiquem retidos nos países para onde foi vendido.

Importa também lembrar que, apesar de todos os problemas e obstáculos que teve de enfrentar desde há 20 anos – após a primeira vitória eleitoral de Hugo Chávez em 1998 –, a Venezuela alcançou progressos assinaláveis em benefício da sua população, particularmente da mais pobre: 2,5 milhões de famílias realojadas, erradicação do analfabetismo, uma das maiores taxas de frequência universitária do mundo, avanço na saúde, reconhecimento dos direitos dos povos indígenas são, apenas, algumas delas. Igualmente valioso é o contributo que deu e dá para a cooperação entre os Estados latino-americanos e caribenhos, no quadro da igualdade de direitos e do respeito pela soberania nacional.

O CPPC, expressando a sua solidariedade à organização irmã Comité de Solidariedade Internacional, da Venezuela, apela a todos amantes da paz para que se solidarizem com o povo venezuelano e a sua Revolução bolivariana.

Direcção Nacional do CPPC
10 de Janeiro de 2019