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15 de Maio de 1948, data fatídica, para o Povo Palestino e para a Humanidade, quando foi decidida a constituição do Estado de Israel nos territórios da Palestina. A expulsão de centenas de milhares de cidadãos das suas casas, cidades e aldeias, muitas delas destruídas pelas milícias sionistas, fica na História como um dos actos mais bárbaros e violentos cometidos sobre um povo pacífico, que apenas pretendia viver em paz, nas terras que eram suas e tinham sido dos seus antepassados, desde há milhares de anos.

Esta catástrofe, que ficou registada com o seu sinónimo árabe - NAKBA - foi o início de um longo e doloroso sofrimento do povo palestino, mau grado a sua resistência à ocupação israelita dos territórios da Palestina, hoje, em grande parte, ocupados ilegalmente pelos colonos israelitas, sob a protecção do exército e de milícias paramilitares. Milhões de exilados, muitos deles remetidos a campos de refugiados, cidadãos sujeitos às mais violentas humilhações por parte do ocupante, fazem-nos recordar que a Nakba não só não acabou, mas é um processo iniciado há 66 anos que Israel prossegue, impunemente, cada dia que passa.

A recente decisão de Israel, em total desrespeito pelas Resoluções da ONU, em declarar parte dos Montes Golã, território sírio ocupado, como Zona Militar Reservada, e de conceder a exploração de hidrocarbonetos, nesta região, a empresas norte americanas e israelitas, é mais um desafio às entidades internacionais, a quem cabe respeitar e fazer respeitar o Direito Internacional, mormente a Organização das Nações Unidas.

A proclamação pela ONU, de 2014 como Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, não pode ser mais uma declaração formal sem consequências.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação, desde sempre solidário com o Povo Palestino, exprime – lhe, nesta data de tão trágico significado, o seu incondicional apoio na sua luta por uma Pátria Livre e Soberana, pelo direito a viver em Paz nos territórios definidos internacionalmente como Estado da Palestina, e manifesta o seu repúdio pelas políticas de Israel de violação sistemática das Resoluções da Nações Unidas e dos Direitos Humanos.

A Direcção Nacional do CPPC