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O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena veementemente a acção terrorista praticada por grupos para-militares de extrema-direita e fascistas contra as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas, de que é exemplo recente o hediondo assassinato do dirigente e deputado do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), Robert Serra, assim como da sua companheira e activista, María Herrera.

Com apenas 27 anos, Robert Serra foi o deputado mais jovem da história venezuelana e um empenhado construtor de uma pátria soberana, progressista e solidária. Advogado de profissão, foi um dos fundadores do «Movimento Avanço Revolucionário», constituído por jovens, e conselheiro para a juventude no município Libertador, em Caracas.

Expressando a sua solidariedade às forças bolivarianas, o CPPC junta a sua voz às vozes que denunciam este crime como se inserindo na estratégia fascizante da extrema-direita venezuelana aliada aos interesses norte-americanos naquele país. Uma estratégia de desestabilização com que pretendem travar o avanço do processo soberano e progressista que se iniciou com a primeira vitória eleitoral do Presidente Hugo Chávez, em 1998. Um processo soberano e progressista que, pela sua natureza e profundidade, não deixa de colocar seriamente em causa poderosos interesses instalados nacionais e estrangeiros, que durante anos acumularam fortunas à custa da exploração e da pobreza da grande maioria do povo venezuelano.

O assassinato de Robert Serra é mais uma demonstração do carácter fascizante da extrema-direita venezuelana que aliada aos EUA não hesita em recorrer aos métodos mais infames para procurar diminuir a base de apoio ao Governo dirigido pelo Presidente Nicolas Maduro, visando o seu derrubamento.
Foi a extrema-direita que, em 2002, chegou a concretizar um golpe de Estado contra o Presidente Hugo Chávez e que, posteriormente, usou o petróleo como instrumento de chantagem contra o jovem processo bolivariano e que recorreu e continua a recorrer à violência e ao crime.

O CPPC, reafirmando toda a sua solidariedade para com o processo bolivariano e o povo venezuelano, apela à responsabilização e criminalização dos autores deste crime – os autores materiais e os seus inspiradores e mandantes.
O CPPC solidariza-se com a mobilização e a unidade do povo venezuelano para, uma vez mais, resistir à escalada para-militar e fascista e prosseguir com os avanços na melhoria das suas condições de vida e na afirmação de uma Venezuela e de uma América Latina e Caraíbas livre da alçada norte-americana e empenhada na paz, na cooperação e no progresso dos seus povos.

23 de Outubro de 2014

DN CPPC