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75 anos apos o bombardeio atomico de hiroxima e nagasaki 1 20200929 1646614253

75 anos após o bombardeio atómico de Hiroxima e Nagasaki
Pela paz
Não à corrida aos armamentos
Eliminação total das armas nucleares
 
75 anos após os bombardeamentos atómicos dos Estados Unidos contra Hiroxima e Nagasaki, as organizações membros do Conselho da Paz Mundial na Europa reafirmam a necessidade de lutar pela paz e acabar com a corrida aos armamentos, e a urgência de eliminar as armas nucleares e outras armas de destruição em massa.
Marcando os 75 anos desde este crime horrendo e no Dia Internacional da ONU para a Eliminação Total das Armas Nucleares (26 de setembro), destacamos a importância do Tratado de Proibição de Armas Nucleares e apelamos aos países que o assinem e ratifiquem.
Os horrores da Segunda Guerra Mundial permanecem na memória dos povos da Europa e do mundo, incluindo o holocausto perpetrado pelos nazis alemães e os bombardeamentos nucleares americanos contra as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki - ocorridos nos dias 6 e 9 de Agosto de 1945 - sobre um Japão já derrotado e sobre cidades sem qualquer importância militar estratégica, evidenciando que não passava de um crime brutal e do uso da arma atómica como ameaça contra os povos.
Mais de 100 mil mortos causados pelas explosões e muitas outras mortes nos meses seguintes, devido aos ferimentos, mostram a dimensão do crime, que também se reflete nos sobreviventes e seus descendentes, pela ocorrência de malformações e doenças cancerígenas devido à exposição à radiação.
Depois dos horrores da Segunda Guerra Mundial e dos bárbaros bombardeamentos atómicos, o fim das armas nucleares e o desarmamento geral, simultâneo e controlado tem sido um objetivo central para todos os que defendem a paz e a segurança internacionais. Relembrar Hiroxima e Nagasaki é chamar a atenção para os riscos que existem hoje. Dado o tamanho e a potência dos atuais arsenais nucleares uma guerra nuclear significaria destruição numa escala nunca antes vista. Uma pequena fração das ogivas nucleares existentes é suficiente para ameaçar profundamente toda a vida na Terra.
Só os Estados Unidos da América já utilizaram essas armas e atualmente mantêm armas nucleares espalhadas por todo o mundo, em bases militares e esquadras navais. Os EUA gastam mais com os seus arsenais do que os oito países seguintes somados e admitem a possibilidade de um ataque nuclear preventivo, mesmo contra países que não possuem armas nucleares.
Comprometemo-nos a continuar e fortalecer a nossa luta por uma ação mais forte na defesa da paz e do desarmamento, nomeadamente na defesa de tratados e outras iniciativas que refreiem a corrida armamentista e abram o caminho para um desarmamento nuclear universal simultâneo e controlado.
Uma luta ainda mais importante em tempos tão incertos e perigosos como aquele em que vivemos, sobretudo quando os EUA promovem uma corrida aos armamentos, incluindo nucleares, possuem o maior orçamento militar de sempre, deram passos recentes graves, nomeadamente envolvendo a Europa, como como sua retirada do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio e do Tratado de Céus Abertos, como outras declarações recentes da Administração dos EUA / Donald Trump que questionam a renovação em 2021 do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), o desenvolvimento e colocação em serviço de armas nucleares de “baixa potência”, nomeadamente nos países europeus da NATO pelos EUA, ou a militarização do espaço.
Apelamos a todos os Estados a contribuírem ativamente para uma Europa e um mundo sem armas nucleares e para o desenvolvimento da paz europeia e mundial.
As organizações membros europeias do Conselho da Paz Mundial
26 Setembro 2020