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O Conselho Português para a Paz e Cooperação repudia veementemente o anúncio, na semana passada, pela administração de Donald Trump de que reforçará a presença de forças navais ao largo da costa marítima da Venezuela, no Mar do Caribe.

Esta manobra insere-se nas ações provocatórias e ameaças de intervenção militar dos EUA contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano, com o objectivo de afastar o Governo dirigido pelo Presidente, Nicolás Maduro, sobre quem os EUA recentemente lançaram a difamação de alegadamente estar envolvido em ‘tráfico de drogas’, sem que tenham apresentado qualquer prova que possa sustentar esta alegação, e estabelecendo vergonhosamente uma recompensa no valor de 15 milhões de dólares por informações que levem à sua detenção e/ou condenação.

 

As supostas e falsas preocupações da administração dos EUA com o tráfico de estupefacientes, teriam provavelmente uma efectiva eficácia se se centrassem no fato de serem os EUA os principais consumidores de drogas ilegais e a Colômbia, seu grande aliado, o maior produtor de drogas na região e no mundo, ou ainda averiguar e divulgar como é que na sequência da agressão e ocupação do Afeganistão pelos EUA, aquele país asiático se tornou num dos maiores produtores de heroína e outras drogas ilícitas no mundo.

Em plena pandemia da COVID-19, que no momento tem nos EUA um dos seus principais foco, a Administração dos EUA, presidida por Donald Trump, continua a promover a desestabilização e a agressão contra os países e povos que afirmam a sua soberania e não se submetem aos interesses da política norte-americana. De forma desumana, a Administração dos EUA usa a fragilidade provocada pela pandemia para chantagear e brandir com a ameaça da intervenção militar contra outros povos, provavelmente para desviar as atenções do sofrimento que a epidemia está a provocar à população dos EUA, pondo a nu uma sociedade profundamente injusta onde os mais desfavorecidos estão altamente expostos pela falta de acesso a cuidados de saúde adequados.

Como o CPPC tem defendido os vastos recursos consumidos pelos astronómicos orçamentos de guerra devem ser canalizados para assegurar o desenvolvimento e o progresso social, para assegurar os direitos à saúde, à educação, à segurança social, à habitação, ao emprego, a uma vida digna a todos os seres humanos.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação repudia e condena esta perigosa ação belicista dos EUA e apela a todas as pessoas empenhadas na defesa da paz, da soberania, do direito internacional, para que permaneçam atentos, denunciam os intentos da Administração Trump e exijam do Governo português uma imediata tomada de posição de distanciamento e repudio de qualquer intenção de ação militar contra a Venezuela e o povo venezuelano, que afectaria de forma igual e grave a numerosa comunidade portuguesa que vive neste país.

Direção Nacional do CPPC