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A NATO, aliança belicista, extensão do poder militar dos EUA e que actua em função dos seus interesses, vai realizar em Portugal, Espanha e Itália, de 28 de Setembro a 6 de Novembro de 2015, manobras militares de grande envergadura, que envolverão mais de 36 000 militares de todos os ramos das forças armadas dos Estados membro desta aliança e de outros 7 "países parceiros".

Consideradas das maiores manobras militares da NATO de sempre, estas surgem na sequência de exercícios militares dos EUA e da NATO em diversas regiões da Europa: Mar Báltico, Europa de Leste (Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Ucrânia), Mar Negro – que são entendidos como uma clara e continuada demonstração de hostilização à Federação Russa.


Recorde-se que a NATO declarou o objectivo de constituir uma força de reacção permanente de entre 13 000 a 30 000 militares e de uma força de intervenção rápida constituída por 5 000 militares. De acordo com o Conceito Estratégico da NATO, aprovado na Cimeira de Lisboa, em 2010, a actuação destas forças não se limitaria aos territórios dos países da organização.

Um dos objectivos anunciados para estas manobras militares é testar a capacidade para essa intervenção externa belicista da NATO no Mediterrâneo, no Norte de África (recorde-se a agressão da NATO à Líbia e a recente decisão de utilizar a base militar dos EUA de Morón de la Frontera, em Espanha, como a principal base do Comando militar dos Estados Unidos para África – o AFRICOM) e no Médio Oriente.

O Governo português já destacou algumas unidades militares das Forças Armadas Portuguesas para um envolvimento nestas manobras. A cumplicidade de autoridades portuguesas com esta aliança com propósitos belicistas colide com os princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas: respeito pela soberania e independência dos Estados, não ingerência, não agressão, resolução pacífica dos conflitos e igualdade nas relações entre Estados; abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração, desarmamento e a dissolução dos blocos político-militares.

Num momento em que em vários países, incluindo Portugal, são impostos inaceitáveis sacrifícios e a regressão social aos cidadãos e amplas camadas da população são lançadas na pobreza, a NATO coloca como objectivo o aumento das despesas militares e relança a corrida armamentista, de que a perigosa instalação do sistema anti-míssil dos EUA na Europa é exemplo (recorde-se que os orçamentos militares dos seus países membro representam de longe a maior fatia do total dos gastos militares mundiais que em 2014 ascenderam a 1,8 biliões de dólares).

É necessário dizer não a estes exercícios militares e ao envolvimento de Portugal nestes.

É necessário exigir a dissolução da NATO.

É urgente construir um futuro e um mundo de paz com direitos e prosperidade.

Pela Paz, todos não somos demais!

Direcção Nacional do CPPC