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Sim à Paz! Não à NATO!

Culminando uma campanha em defesa da Paz e de denúncia da NATO e dos objectivos belicistas da sua cimeira de Bruxelas, "Sim à Paz! Não à NATO!", subscrita por 28 organizações portuguesas, muitos foram os activistas que percorreram ao final da tarde de dia 24 as ruas da baixa lisboeta exigindo a dissolução da NATO, o fim da corrida aos armamentos e das bases militares estrangeiras, o desarmamento.

A intervenção de Ilda Figueiredo- CPPC

"Estimadas Amigas e Amigos da Paz
Em nome da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúdo todas as pessoas presentes neste desfile - concentração inserida na Campanha “ Sim à Paz! Não à NATO!”, apoiada por mais de 20 organizações portuguesas, no mesmo dia em que, também em Bruxelas, se realiza uma manifestação com idênticos objectivos e onde o CPPC também está representado, incluindo a delegação do Conselho Mundial da Paz.

Amanhã, haverá outra iniciativa idêntica no Porto, no dia em que se realiza mais uma Cimeira da NATO em Bruxelas.
Estamos aqui, como já foi referido, para denunciar o novo salto belicista deste bloco político militar, agressivo, ao serviço dos EUA e da União Europeia, e principal responsável pelas agressões que se têm realizado em diversas partes do mundo, desde a ex-Jugoslávia, até ao Iraque, Afeganistão, Libia, Síria e outros estados soberanos.

Já o fizemos em anos anteriores, e esta iniciativa segue-se a muitas outras que temos desenvolvido ao longo dos anos, diria mesmo desde que a NATO foi criada. Mas recordo sobretudo a grande manifestação de 2010 quando se realizou uma Cimeira da NATO em Lisboa, e as iniciativas que também aqui desenvolvemos contra as manobras militares da NATO e, por exemplo, a Cimeira do ano passado, em Varsóvia.

As ameaças à paz são enormes, como sabemos. E aqueles que dizem combater o terrorismo são os mesmos que prosseguem a corrida aos armamentos e fazem crescer o negócio florescente das armas, como ainda agora vimos os EUA a vender mais armamento à Arábia Saudita no valor de cerca de 110 mil milhões de euros, quando se sabe que este é um dos países responsáveis do apoio aos que fazem proliferar o terrorismo, designadamente no Médio Oriente.

Por isso, é importante denunciar as ameaças à paz, seja no Médio Oriente, em África e na Ásia Central, seja também na América Latina, não esquecendo a Venezuela, vítima igualmente da ingerência e chantagem a fazer lembrar, cada vez mais, o que se passou antes do golpe fascista de 1973 no Chile, ou o que aconteceu recentemente na Ucrânia. E o que se passa com o reforço do agressivo escudo anti-míssil e os milhares de militares e armamento dos EUA e da NATO enviados recentemente para países da Europa de leste, junto das fronteiras da Federação Russa, bem como nos mares do Mediterrâneo e da Ásia-Pacífico com a proliferação de porta-aviões e submarinos nucleares norte-americanos e da NATO naquilo que é uma provocação permanente à soberania dos povos e à paz mundial, exigindo cada vez mais dinheiro aos Estados-membros, mesmo quando referem que não existem condições para melhorar salários, prestações sociais e funções sociais do estado.

Por isso, tal como dissemos durante o desfile, repetimos: Não ao aumento das despesas militares para a guerra; o dinheiro deve ser utilizado para o progesso social e a paz. Queremos que se cumpra a Constituição da República Portuguesa como temos defendido nos cinco Concertos pela Paz que o CPPC já realizou este ano ( Porto, Gaia, Lisboa, Viana do Castelo e Coimbra), envolvendo milhares de pessoas. E sempre dizemos: PAZ sim! Guerra Não!

Queremos o fim da chantagem, da desestabilização e das guerras de agressão contra estados soberanos e os povos. Queremos o encerramento das bases militares estrangeiras, como recentemente no Japão, onde milhares de pessoas se manifestaram contra a base militar dos EUA que querem estabelecer em Okinava. Queremos a abolição das armas nucleares e das armas de destruição massiva e o desarmamento geral bem como a dissolução da NATO, respeitando a Constituição da República Portuguesa.
Por isso, vamos continuar a proclamar “ SIM à PAZ! Não à NATO!

A luta pela Paz continua."