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nao aos exercicios militares da nato na europa 1 20200608 1665373134

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) considera inaceitável que a NATO, indiferente à situação da pandemia da Covid-19 e às suas consequências para os povos na Europa e no mundo, insista na realização das manobras militares NATO BALTOPS, de 7 a 16 de junho, no mar Báltico, envolvendo milhares de soldados e um vasto conjunto de navios e aeronaves militares.

De acordo com a informação disponibilizada pelo quartel-general das forças navais de ataque e apoio da NATO (STRIKFORNATO), com sede em Oeiras, este exercício “envolve a participação de 19 países”, “29 navios, 29 aeronaves e cerca de 3.000 militares” desenvolvendo “operações de defesa aérea, guerra antissubmarina, interdição marítima e de contramedidas de minas”.

Participam no BALTOPS militares e meios bélicos do Canadá, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Holanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. No caso de Portugal, serão 15 os militares que vão participar.

 

O CPPC sublinha a gravidade da mobilização de forças e meios militares com esta dimensão no Mar Báltico, junto às fronteiras da Federação da Rússia, o que evidencia claros objetivos provocatórios e insere-se no caminho do reforço do militarismo da NATO, determinado pela política belicista dos EUA, com o apoio dos seus aliados na União Europeia, a qual se assume como pilar europeu da NATO.

Sabendo-se que a NATO é responsável pelo regresso da guerra à Europa depois da Segunda Guerra Mundial, com os seus 78 dias de bombardeamentos contra a Jugoslávia, em 1999; que protagonizou a agressão ao Afeganistão e à Líbia; que apoiou a invasão do Iraque e a agressão à Síria; que fomentou o golpe de cariz fascista na Ucrânia; é com particular preocupação que o CPPC denuncia estas manobras da NATO e a participação de militares portugueses.
Atualmente constituída por 28 países membros, a NATO mantém acordos com dezenas de outros países e organizações à escala global.

Arrogando-se, desde o final dos anos noventa, ao direito de intervenção contra países e povos, a NATO estende a sua presença e ameaça a nível mundial.

A NATO mantém no seu conceito estratégico a utilização de armas nucleares, mesmo num primeiro ataque, e instala na Europa um sistema míssil de carácter ofensivo, procurando anular a possibilidade de uma retaliação face a um seu ataque.

O orçamento militar do conjunto dos países da NATO representa cerca de 70% dos gastos militares mundiais.

É neste contexto que o CPPC reafirma que um futuro de Paz exige a dissolução da NATO, o desarmamento geral, simultâneo e controlado, o fim das armas nucleares e de destruição massiva – de acordo com os princípios da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas, em respeito pelo direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.

Direção Nacional do CPPC