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Os Estados Unidos da América estão de volta ao Iraque, país que, em conjunto com uma coligação composta essencialmente por países da NATO e das Monarquias do Golfo, invadiram, saquearam, mataram, destruíram e ocuparam entre 19 de Março 2003 e Dezembro de 2011. Agora fazem-no com o pretexto de combater o chamado “Estado Islâmico” que EUA ajudaram a armar e a financiar.

Em 5 de Setembro deste ano, EUA, outros 10 países da NATO e a Austrália, decidiram constituir uma força militar, uma autodenominada “coligação internacional”, para intervir no Iraque. A Grã-Bretanha informou, desde logo, que tinha 3500 disponíveis para uma intervenção rápida, avisando que esta intervenção militar seria longa.

Seguidamente, a 7 de Novembro, o Presidente dos EUA autorizou o envio de mais 1500 militares para o Iraque, que se irão juntar aos 1400 “conselheiros militares” que já se encontram no país apoiados pelo porta- aviões U.S.Army Carl Vinson, estacionado no Golfo Pérsico.

Entretanto, no passado dia 9 de Dezembro, Chuck Hagel, Secretário de Defesa dos Estados Unidos encontrou-se, no Iraque, com o Primeiro-ministro Iraquiano, Haider al-Abadi, a quem prometeu mais apoio em armamento pesado e apoio aéreo para combater as forças do “Estado Islâmico”, bem armadas com material recebido das potências da NATO e dos países do Golfo, envolvidas na guerra contra o Estado Sírio.

Mais recentemente, a dia 16 de Dezembro, o Conselho Superior da Defesa Nacional, organismo chefiado pelo Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, decidiu enviar até 30 militares para engrossar o contingente de ingerência militar da NATO no Iraque.

Como o Conselho Português para a Paz e Cooperação referia num comunicado de 25 de Setembro passado, a propósito do objectivo dos bombardeamentos norte americanos na Síria, a nova escalada belicista norte americana apenas destabiliza, ainda mais, toda a região, aumentando as dificuldades e perigos para as populações já martirizadas por anos de conflitos, promovendo assim, cada vez mais as condições que fazem florescer as ideologias opressivas, sectárias, xenófobas e retrógradas.

O combate à acção de grupos responsáveis por incomensuráveis crimes, nomeadamente no Médio Oriente, tem de começar pelo fim da ingerência dos EUA, da NATO, da União Europeia e dos seus aliados na Região, como Israel ou as ditaduras do Golfo.

O CPPC considera que o envio, pelos Estados Unidos e seus aliados, de novos contingentes militares para o Iraque, cujo número inicial é conhecido (mais de 6000 militares até ao momento), mas o número final indeterminado, representa um perigo real para a difícil e complexa situação que se vive no Médio Oriente.

O CPPC condena a participação militar portuguesa nesta nova intervenção militar no Iraque e considera que o Governo e o Presidente da República, contrariamente à posição assumida, têm o dever de, no respeito pela Constituição da República, condenarem esta nova escalada bélica e contribuírem para que, de acordo com a Carta da Nações Unidas, seja assegurado o respeito pela soberania dos Estados.

A Direcção Nacional do CPPC
Lisboa, 18 de Dezembro de 2014