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CPPC exige medidas urgentes e adequadas

Os dramas e sofrimentos diários de milhões de refugiados que fogem da guerra, da fome, da miséria, da ameaça de morte certa, do criminoso tráfico humano, têm causas e têm responsáveis.

Na sua maioria são pessoas oriundas de países destruídos e vítimas de agressões, bombardeamentos, guerras que os governos dos EUA e seus aliados na NATO e na União Europeia promoveram e continuam a promover, utilizando os mais variados pretextos, como acontece no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria e outros países do Médio Oriente e de África.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) recorda a condenação e denúncia que fez das sucessivas ingerências, agressões e guerras e das suas trágicas consequências para os povos dos Estados vítimas desses actos criminosos, mas também para os povos de todo o mundo, e reafirma que a maior tragédia humanitária que se vive depois da Segunda Guerra Mundial é resultado dessa política agressiva que constitui uma ameaça à paz mundial.

É preciso não esquecer que, sobretudo desde 1999, com a guerra contra os povos da Jugoslávia, a NATO tem sido utilizada para pôr em prática a estratégia agressiva dos EUA com apoio e participação dos seus aliados da União Europeia, da Turquia, de Israel e de algumas monarquias árabes. Desde então, sucederam-se ingerências, agressões e guerras, para assegurar posições geo-estratégicas e garantir acesso fácil a matérias-primas e a negócios rentáveis de armamento ou de reconstrução de zonas destruídas pelas guerras.

A tragédia que actualmente afecta mais de 50 milhões de refugiados, dos quais centenas de milhares de famílias, crianças, mulheres e idosos é, em grande parte, o resultado dessas políticas de agressão, que prosseguem na Síria, Palestina, Iémen, Afeganistão, Iraque e tantos outros países, incluindo na Ucrânia.

O CPPC denuncia, mais uma vez, os responsáveis desta tragédia, que agora procuram descartar responsabilidades, iludindo as causas e agravando as medidas securitárias contra refugiados que necessitam de ajuda e de acolhimento.

O CPPC apela a todos os amantes da paz para que se empenhem na denúncia dos responsáveis da tragédia humanitária que atinge milhões de refugiados e na exigência do cumprimento dos princípios da Carta da ONU e, em Portugal, também da Constituição da República Portuguesa, do fim das ingerências e guerras de agressão, pelo apoio aos países agredidos do Médio Oriente e de África, pelo respeito da sua soberania, pela urgente ajuda às suas populações, assegurando condições de vida dignas, pela canalização das verbas utilizadas na corrida aos armamentos, no militarismo e na guerra para a promoção de políticas de ajuda ao desenvolvimento desses países, pela paz.