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Lisboa voltou a ser palco de um acto público de solidariedade com a Palestina, ao final da tarde de dia 31 de Janeiro junto à Embaixada de Israel.

Convocada pelo CPPC, CGTP-IN, MDM e MPPM, a iniciativa reuniu mais de uma centena de pessoas, que acompanharam a delegação que naquele dia dirigiu uma carta ao primeiro-ministro de Israel. Momentos antes, na Embaixada dos Estados Unidos, tinha sido entregue outra missiva, endereçada ao presidente Donald Trump.

Nas cartas, as organizações lembram que a decisão unilateral dos Estados Unidos da América de reconhecerem Jerusalém como capital de Israel «viola de forma gravíssima o direito internacional e põe em causa numerosas resoluções da ONU, incluindo a Resolução 2334 do Conselho de Segurança, de 2016, que explicitamente menciona Jerusalém Oriental como “território palestino ocupado”, e a Resolução 478 do Conselho de Segurança, de Agosto de 1980, que apelou aos Estados membros para que retirassem as suas missões diplomáticas de Jerusalém».

Com esta decisão, os EUA colocam-se ainda à margem do «consenso internacional, expresso na Resolução 67/19 da Assembleia-Geral da ONU, de 29 de Novembro de 2012, que reafirma “o seu compromisso, de acordo com o direito internacional, com a solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente, soberano, democrático, viável e contíguo, vivendo lado a lado com Israel em paz e segurança com base nas fronteiras anteriores a 1967”».

Esta questão esteve em destaque nas intervenções proferidas por Filipe Ferreira, do CPPC, Augusto Praça, da CGTP-IN, Sandra Benfica, do MDM, e Carlos Almeida, do MPPM, que se referiram também ao problema dos milhares de presos políticos palestinianos nas prisões israelitas, muitos dos quais são menores. Recorde-se igualmente que, só desde Janeiro, quatro jovens foram assassinados pelas forças de ocupação sionistas, enquanto que o número de colonos israelitas a viver nos territórios ocupados ascende já aos 600 mil.

De mais esta acção de solidariedade saiu a certeza de que esta não parará, como afirmou Filipe Ferreira, «até que termine a ocupação; até que não reste mais nenhum preso político nas prisões de Israel; até que o muro, os postos de controlo e os colonatos não passem de dolorosas recordações; até que os refugiados vejam respeitado o seu direito a regressar; até que um Estado da Palestina independente, soberano e viável nasça nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental».