Outras Notícias

 debates sobre a palestina em coimbra 1 20190703 1371783613

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) através do seu Núcleo de Coimbra, organizou, no dia 26 de Junho 2019, duas ações em solidariedade com a Palestina:

De manhã, um debate no Centro Estudos Sociais (CES) com a participação do Prof. Doutor António Sousa Ribeiro e do Sr. Embaixador da Palestina que teve a oportunidade de fazer uma exposição sobre a situação que atualmente se vive nos territórios ocupados por Israel e as iniciativas que têm sido desenvolvidas no plano político para o reconhecimento do Estado Palestino. Evidenciou a génese da enorme injustiça que se vive na Cisjordânia e Faixa de Gaza e o desrespeito de Israel pelas resoluções da ONU que estabelecem a criação do Estado palestino e o retorno dos palestinos expulsos das suas terras, sem o que não é possível a existência duma paz duradoura no Médio Oriente.

 

Na parte da tarde, realizou-se um debate no Café Santa Cruz em que participaram cerca de 50 pessoas e em que intervieram, pelo Núcleo de Coimbra, Isabel Melo que referiu as diversas atividades que o núcleo tem concretizado em prol da paz e da solidariedade com os povos de todo o mundo, em que se destaca a Palestina. Em representação da Direcção Nacional, Armando Farias, focou a questão da palestina no contexto de outras agressões e dos perigos de guerra atualmente existentes, particularmente no Médio Oriente, a ofensiva do imperialismo contra os povos que ousam decidir o seu destino, a corrida aos armamentos, incluindo às armas nucleares e, perante este quadro, ser urgente a luta pela paz.

Manuela Santos, Vereadora da Câmara Municipal de Soure e Zulmira Ramos da Direção Nacional do CPPC, que integraram uma delegação do Movimentos de Municípios pela Paz à Palestina em março deste ano, visitando diversas cidades da Cisjordânia, transmitiram as suas vivências e denunciaram as dificuldades que o povo palestino enfrenta no seu dia a dia devido à brutal e ilegal ocupação que Israel exerce sobre o seu território, consubstanciada em milhares de quilómetros de muros, de cortes e controlos de estradas, implementação de centenas de colonatos, restrições à utilização da terra, limitações no fornecimento de água, eletricidade e construção de casas e escolas; destruição de colheitas, provocações e prisões de milhares de homens, mulheres e crianças que não se resignam a esta violência e opressão.

Foi expressa a solidariedade com a justa luta do povo palestino pelos seus inalienáveis direitos nacionais, pela edificação do Estado da Palestina livre, independente e viável nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e o respeito do direito ao retorno dos refugiados palestinos, nos termos do direito internacional e das resoluções pertinentes das Nações Unidas.

Os presentes no debate expressaram ainda a exigência às autoridades portuguesas para que o Estado Português reconheça o Estado da Palestina.