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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) junta-se à ampla expressão de repúdio pela activação do chamado “Tratado Inter-americano de Assistência Recíproca” (“TIAR”) que se inscreve na espiral de desestabilização, bloqueio económico e financeiro e agressão contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano

A decisão da ativação do denominado “TIAR” foi adotada, no passado dia 11 de Setembro, pela Administração dos EUA com o apoio de governos de países da América Latina que se subordinam aos seus interesses.

 

Dos atuais 17 signatários do “TIAR”, foram 11 os representantes de governos que deram apoio ao incremento do intervencionismo contra a Venezuela (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, EUA, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, República Dominicana), tendo havido 5 representantes que se afastaram desta decisão (Costa Rica, Panamá, Perú, Uruguai e Trindade e Tobago) – as Bahamas estiveram ausentes.

O “TIAR” é um tenebroso instrumento na história da América Latina e das Caraíbas, em nome do qual os EUA realizaram agressões militares contra países deste sub-continente – como contra a República Dominicana, Granada, a Nicarágua ou o Panamá.

A ativação do “TIAR” contra a Venezuela constitui um ato de afronta à soberania e à paz, aos princípios da Carta das Nações Unidas, ao Direito Internacional, à proclamação pela Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz.

Contemplando a possibilidade da intervenção armada, o “TIAR” inclui medidas como a retirada de embaixadores, o corte de relações diplomáticas e a interrupção parcial ou total das relações económicas, incluindo das ligações ferroviárias, marítimas, aéreas, postais e telefónicas.

O CPPC insurge-se contra esta provocatória e agressiva decisão que visa dar suporte ao incremento da desestabilização, bloqueio e agressão – incluindo com a ameaça de uma intervenção militar, desde há muito brandida pelos EUA – contra a Venezuela.

Saliente-se que a Venezuela se desvinculou deste tratado em 2012, tal como outros países, por considerarem que o “TIAR” constitui um instrumento da aplicação da Doutrina Monroe dos EUA, isto é, uma herança do neocolonialismo norte-americano na América Latina e nas Caraíbas.

O CPPC manifesta à República Bolivariana da Venezuela, ao povo venezuelano e ao legítimo Presidente Nicolás Maduro, a solidariedade para com a sua luta em defesa do direito soberano de decidir o seu caminho de progresso social e de paz; e apela aos defensores da paz e aos democratas para que denunciem e exijam o fim do criminoso bloqueio dos EUA e das suas ameaças de intervenção militar contra a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano.

Direção Nacional do CPPC