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fim a guerra de agressao contra a siria defender a paz e a soberania 1 20191019 1681235125

O CPPC repudia e condena com veemência a nova agressão contra a Síria perpetrada pela Turquia, a pretexto da criação duma denominada 'zona tampão de segurança' e do denominado 'combate contra o ISIS'.

Trata-se de uma nova agressão que contou com a cumplicidade dos EUA – que, sublinhe-se, continua a ocupar ilegalmente e militarmente territórios da Síria – e a complacência da NATO, pelas palavras do Secretário-geral deste bloco político-militar.

Esta nova agressão, que tem lugar na parte nordeste da Síria, inscreve-se num longo processo de ingerência, desestabilização e agressão contra a República Árabe Síria, que se desenrola desde há oito anos. Um processo de agressão pelo qual a Turquia, assim como os EUA, as potências da NATO, Israel e países do Golfo são responsáveis, nomeadamente pelo seu imenso rol de morte, sofrimento e destruição, incluindo milhões de deslocados e de refugiados.

 

Recorde-se que a Turquia – que é membro da NATO –, assim como os EUA e seus aliados, financiaram, armaram, treinaram e continuam a proteger dezenas de milhares de mercenários armados, tendo como objectivo desencadear uma brutal e dita 'mudança de regime' na República Árabe Síria. Dita 'mudança de regime' que não lograram concretizar, e que transformam agora na tentativa de, pela sua intervenção militar directa, impor a partição da Síria.

O CPPC exige a retirada das forças de agressão, designadamente da Turquia, dos EUA e de Israel (que ocupa os montes Golã desde 1967) e que estão ilegalmente na Síria.

O CPPC expressa a sua solidariedade para com a Síria e o seu povo, assim como para com as forças da paz e anti-imperialistas na Turquia, incluindo o Conselho Nacional da Paz Sírio e o Comité da Paz da Turquia.

O CPPC considera que a paz na Síria só pode ser alcançada pela defesa e salvaguarda da soberania, independência e integridade territorial da Síria, no respeito pelos princípios da Carta da ONU e do direito internacional, nomeadamente do direito do povo sírio decidir soberana e livremente o seu futuro.

Há que pôr fim à guerra de agressão contra a Síria e o seu povo!

A Direcção Nacional do CPPC
11.10.2019