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Realizou-se, no Porto, uma importante iniciativa de solidariedade com os refugiados vítimas das guerras, ingerências e bombardeamentos que provocam o caos nos seus países. No acto público na baixa do Porto, onde se distribuíram centenas de documentos, foram denunciadas causas e responsáveis por esta tragédia, exigindo-se medidas urgentes e adequadas, tendo por base o direito internacional, os princípios da Carta da ONU e a Constituição da República Portuguesa.

A iniciativa foi convocada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e pela União dos Sindicatos do Porto (USP), cujos representantes intervieram perante as muitas pessoas que ali se concentraram.

A presidente do CPPC, Ilda Figueiredo, sublinhou que é necessário "parar a guerra" que destrói as condições básicas de vida dos povos atingidos e está na origem dos mais de 50 milhões de refugiados, segundo números da ONU.

Ilda Figueiredo denunciou as políticas de agressão e a orientação militarista dos Estados Unidos, da União Europeia, da NATO e de Israel desenvolvidas, por exemplo, na Síria, na Palestina, no Iémen, no Afeganistão e no Iraque.

Tratam-se de políticas que contam com a cumplicidade e a participação de Portugal, recordou o dirigente da USP, Tiago Oliveira, destacando a cimeira bélica das Lajes (16/3/2003), na qual George W. Bush, Tony Blair, Jose Maria Aznar e Durão Barroso "decidiram" a invasão do Iraque, desencadeada quatro dias depois, por causa de "armas de destruição maciça" que não existiam.

No final, os presentes gritaram: PAZ sim, guerra Não.