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O Conselho Português para a Paz e Cooperação denuncia a operação de ingerência que está a ser levada a cabo neste fim-de-semana contra a República Bolivariana da Venezuela, promovida de forma coordenada por diversos países, sob a orientação dos Estados Unidos, em conluio com sectores da oligarquia interna.

Esta campanha – económica, política, diplomática e mediática – é dirigída contra as instituições democráticas venezuelanas, incluindo os seus legítimos Presidente e Governo, e procurando degradar as condições sociais naquele país, prejudicando seriamente amplos sectores sociedade venezuelana - que integra uma vasta comunidade portuguesa.

Este é mais um episódio de uma violenta e constante agressão movida contra o processo progressista bolivariano, tão antiga quanto ele. Desde que, em 1998, o comandante Hugo Chavez venceu as eleições presidenciais, que a oligarquia bolivariana e os sucessivos governos dos Estados Unidos têm procurado, por todos os meios, inverter o caminho que assegurou importantes conquistas políticas, económicas e sociais: os golpes, a acção terrorista, o boicote e o bloqueio económico e financeiro, a tentativa de isolamento político, foram e são aspectos marcantes desta agressão.

Ao contrário do que a dita «oposição» afirma e a generalidade dos média replica, o processo bolivariano é um dos mais sufragados do mundo, tendo as forças democráticas e patrióticas obtido significativas vitórias na esmagadora maioria dos actos eleitorais; ao contrário do que a dita «oposição» afirma e a generalidade dos média replica, na Venezuela não só a democracia política é uma realidade viva como em termos sociais, económicos e culturais e é um país que se encontra entre os que mais se desenvolveram durante os últimos 20 anos; ao contrário do que a dita «oposição» afirma e a generalidade dos média replica, na Venezuela os partidos e forças da oposição gozam de todas as garantias democráticas e os órgãos de comunicação social são, na sua maioria, privados – ou seja, a realidade é muito diferente daquela que nos é apresentada pelos que desejam ver este país sul-americano novamente nas mãos da oligarquia e sob o domínio dos Estados Unidos da América.

Reafirmando a sua solidariedade para com o povo venezuelano e as forças democráticas e patrióticas bolivarianas, o CPPC exige que se ponha fim ao boicote económico e às sanções contra a República Bolivariana da Venezuela e que cesse toda a qualquer forma de ingerência externa nos assuntos que só aos venezuelanos dizem respeito.

Direcção Nacional do CPPC