A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) completa 72 anos a 4 de Abril. A sua existência é totalmente injustificável à luz da Carta das Nações Unidas e contrária à paz e ao desarmamento. A sua dissolução é hoje mais do que nunca uma necessidade e uma exigência colocada aos povos do mundo.
O caráter belicista e agressivo da NATO, ao serviço dos interesses dos EUA, e a urgência da sua dissolução são há muito evidentes: nas guerras e agressões que promove; nas fabulosas despesas com armamento que assume; na doutrina nuclear que preconiza, em que se arroga no «direito» de utilização de armamento nuclear num primeiro ataque contra outro estado. Contudo, a pandemia da COVID-19 torna ainda mais claro que este bloco político-militar coloca a guerra, o intervencionismo, a corrida armamentista, o militarismo acima do direito à saúde, ao bem-estar e à própria vida.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda o 45º aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP), aprovada e promulgada a 2 de Abril de 1976, que consagrou amplos direitos democráticos – políticos, sociais, económicos e culturais – conquistados pelo povo português com a Revolução de Abril, iniciada a 25 de Abril de 1974, que pôs fim ao fascismo e ao colonialismo, apontando, nomeadamente, um novo rumo para as relações externas de Portugal pautado pelo respeito da soberania e independência nacionais, de uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos do mundo, exprimindo a vontade soberana do povo português da assunção do seu próprio destino, sem ingerências externas.