
No texto da Resolução nº 68/32 da Assembleia Geral das Nações Unidas, pode ler-se: “Declara o 26 de Setembro Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares dedicado à promoção deste objectivo, incluindo através do aumento da consciência e do conhecimento do público sobre a ameaça que representam para a humanidade as armas nucleares a necessidade da sua eliminação total, a fim de mobilizar esforços
internacionais para alcançar o objectivo comum de um mundo livre de armas nucleares”.
Segundo a ONU, existem actualmente no mundo quase 13 mil armas nucleares, que constituem indubitavelmente a maior ameaça à Humanidade e à própria vida no planeta.
Desde o horror do criminoso lançamento pelos Estados Unidos da América de duas bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaqui, em 6 e 9 de Agosto de 1945, que mataram ou feriram gravemente centenas de milhares de pessoas, num mar de fogo e radiação, muitas tentativas existiram, designadamente no âmbito da ONU, para pôr cobro à corrida aos armamentos, particularmente nucleares.
Desde os anos 90 do século passado, ao invés de se evoluir para o desanuviamento e para o desarmamento nuclear com a extinção dos blocos militares (extinguiu-se o Pacto de Varsóvia mas não a NATO), o que ocorreu foi o sucessivo alargamento e reforço da NATO, sempre mais próximo da Rússia, e o aumento das despesas militares e da corrida armamentista, com largo destaque para os Estados Unidos da América e a NATO que, no seu conjunto, representam mais de metade do total das despesas militares ao nível mundial.
Decorreu no dia 22 de Setembro, na UNICEPE, no Porto, uma sessão pública promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) em solidariedade com o povo saharauí e defendendo o fim da ocupação do Sahara Ocidental.
Teve a participação e intervenção do Representante da Frente Polisário, Omar Mih, que foi apresentado por Ilda Figueiredo, presidente da direcção nacional do CPPC, que recordou as posições tomadas ao longo dos anos
na defesa dos direitos soberanos do povo saharauí e o reconhecimento da RASD, exigência que fazemos ao governo português.
Perante uma audiência numerosa e muito atenta e participativa, Omar Mih falou, com muita clareza, da luta e resistência do povo saharauí contra o ocupante, o reino de Marrocos e o não cumprimento sistemático das deliberações da ONU.
No debate que se seguiu foi manifestada a solidariedade dos presentes e recordada a Constituição da República Portuguesa que defende o direito dos povos à autodeterminação e independência, o que implica que o Governo Português reconheça a RASD - República Árabe Saudita Democrática.

Neste Dia Internacional da Paz, uma delegação do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), incluindo a presidente e o vice-presidente da DN do CPPC, reuniram com o Presidente e o Vice-presidente da Câmara Municipal do Seixal, onde se abordaram questões importantes do desenvolvimento da defesa da paz e da mobilização para a cultura e a educação para a paz, nos termos dos princípios da Carta da ONU e da Constituição
da República Portuguesa, tendo em conta o importante papel do município do Seixal no Movimento dos Municípios Pela Paz.
Foi também realizada uma visita a escolas do Seixal, onde se assinalou o Dia Internacional da Paz, com iniciativas diversas envolvendo professores e alunos.

No âmbito do Dia Internacional da Paz, o Conselho Português para a Paz e Cooperação esteve presente em diversas sessões de Educação para a Paz, na Escola Básica de Nun'Álvares, no Seixal e também no Agrupamento de Escolas Amadora Oeste.